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O pirata informático português Rui Pinto recebeu ameaças de morte de Portugal e do estrangeiro. O hacker é considerado person of interest por outros países.

Rui Pinto recebeu ameaças de morte vindas não só de Portugal, mas também do estrangeiro. Face a esta situação, o Ministério Público pediu que o whistleblower português passasse a integrar o programa de proteção de testemunhas. O pirata informático é agora colaborador da Justiça portuguesa e prepara-se para ser libertado pelas autoridades.

Aliás, Rui Pinto tinha um prazo apertado para decidir que testemunhas queria que fossem ouvidos no julgamento do dia 4 de setembro. No entanto, com a sua libertação, o processo deixa de ser urgente, com a prioridade a passar para o julgamento com réus presos, escreve o Correio da Manhã.

As autoridades de países como os Estados Unidos, a França ou a Bélgica consideram o jovem português como person of interest

, contando com ele para dar a origem a mais processos judiciais nos respetivos países. Ao Expresso, uma fonte judicial garante que isto “pode aumentar o risco” para Rui Pinto.

Rui Pinto está atualmente numa safe house e é vigiado por uma equipa de segurança da PSP. O principal receio em Portugal é que o hacker seja atacado por adeptos mais fanáticos do SL Benfica. O emblema da Luz foi um dos principais visados das revelações da Football Leaks após Rui Pinto ter acessado o correio eletrónico do clube.

“Basta olhar para o que tem sido dito e escrito nas redes sociais por algumas pessoas mais ferrenhas sobre este assunto”, explicou a mesmo fonte ao Expresso.

Depois de um ano e meio em prisão preventiva, Rui Pinto prepara-se para ser libertado. Apenas a procuradora Marta Viegas, que vai representar o Ministério Público no julgamento, se opôs à sua libertação. Viegas considera que há perigo de fuga e continuação de atividade criminosa.

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