O Presidente da Câmara do Porto disse, esta terça-feira, que não está interessado em receber a Eurovisão em 2018, não só pelos custos associados mas também porque não considera ser algo “muito importante” para a cidade.
Segundo o Jornal de Notícias, Rui Moreira aproveitou a reunião desta manhã do Executivo para adiantar que não está interessado em acolher o Festival da Eurovisão em 2018.
“Acho que não é uma coisa muito importante para nós”, considerou o Presidente da Câmara do Porto, ainda para mais lembrando que os custos associados ao evento, entre “30 ou 40 milhões de euros”, podem ter de ser uma despesa da autarquia.
Escreve o JN que o autarca soube dos valores indicados “com alguma estupefação” e lembrou que a RTP tem um orçamento mais ou menos equivalente à Câmara, por isso, a despesa com o Festival implicaria cerca de 15% das verbas gastas anualmente.
“Com essa verba nós construíamos um sítio”, ironizou o Presidente da cidade invicta.
O autarca sublinha que, com os valores que se têm falado, o Porto não será uma opção. “Em caso de concurso púbico e ter de entrar com 30 ou 40 milhões, então não obrigado. Não precisamos”, cita o jornal.
“Se não houver concurso e se há uma cidade disposta a acolher o evento, essa cidade deve pagar”, concluiu.
Esta segunda-feira, a RTP já reuniu de emergência para começar os preparativos do evento e já se fala da possibilidade de este vir a acontecer no MEO Arena, em Lisboa.
No entanto, Daniel Deusdado, diretor de programas do canal público, garantiu que a escolha sobre a cidade ainda não está fechada. “Vamos olhar primeiro para o mapa de Portugal”, afirmou.
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E faz muito bem. Há prioridades bem maiores.