Facundo Arrizabalaga / EPA

Ronaldo venceu o The Best FIFA Football Awards 2017: o melhor do Mundo, pela 5ª vez

Cristiano Ronaldo não nega que manteve relações sexuais com a norte-americana Kathryn Mayorga, na noite em que ela alega que o futebolista a violou, mas assegura que não a forçou a fazer sexo anal e culpa outro homem pelas lesões que ela apresentou no exame feito no hospital.

Estes novos dados constam do processo movido pelo actual advogado de Kathryn Mayorga, contestando o acordo de confidencialidade que ela assinou, em troca do pagamento de 375 mil dólares (cerca de 325 mil euros).

O Jornal de Notícias (JN) consultou o documento e refere que Cristiano Ronaldo admite que teve relações sexuais com Kathryn Mayorga num quarto de um hotel de Las Vegas, em Junho de 2009. Mas o jogador terá negado tê-la forçado a fazer sexo anal, como ela alega.

Ronaldo terá argumentado que as lesões que a professora norte-americana apresentou, num exame efectuado no hospital, nos dias seguintes à alegada violação, foram causadas por “outra pessoa”, como refere o JN.

No processo apresentado por Kathryn Mayorga no passado dia 20 de Setembro, alega-se que os advogados de Ronaldo a pressionaram para aceitar o dinheiro em troca do seu silêncio.

A defesa de Kathryn Mayorga refere que os advogados do atleta tinham “uma fonte policial confidencial” que terá assegurado que a polícia de Las Vegas encerraria “de bom grado” a investigação à queixa de violação “se houvesse um acordo financeiro entre as partes”, como cita o JN.

No processo, o advogado de Kathryn Mayorga aponta que a defesa de Ronaldo recorreu a “actos maliciosos, opressivos, coercivos e fraudulentos“, concluindo, assim, que o acordo de confidencialidade deve ser considerado nulo.

Afinal, a roupa interior não se perdeu

Entretanto, a polícia de Las Vegas desmentiu o advogado de Kathryn Mayorga que tinha dito, em conferência de imprensa, que as autoridades tinham perdido a roupa interior e o vestido usados pela mulher na noite da alegada violação, e que terão sido anexados ao processo como provas, aquando da queixa por ela apresentada em 2009.

Cristiano Ronaldo viajou para Portugal, depois de ter marcado pela Juventus, no jogo frente à Udinese, para manter uma “reunião secreta com advogados em Lisboa”, segundo reporta o Correio da Manhã. Um dado que indicia a importância do caso que põem os milhões do craque em risco.

E em Inglaterra, diz-se que as autoridades americanas podem pedir a extradição de Cristiano Ronaldo para Portugal, para ser ouvido no âmbito da queixa de violação. A informação é avançada pelo The Mirror, que cita o advogado espanhol Emilio Cortes.

“As regras da Europa e dos Estados Unidos são diferentes, pelo que as autoridades americanas podem pedir a extradição de Ronaldo, a menos que ele já esteja em Portugal”, afirmou o advogado ao jornal.

Pelas redes sociais continua a discussão em torno do assunto, com posições favoráveis e contra Ronaldo. A mãe e a irmã do jogador, Dolores Aveiro e Kátia Aveiro, lançaram uma corrente de apoio ao avançado, apelando às pessoas para partilharem uma imagem de Ronaldo vestido de Super-Homem com as hashtags #ronaldoestamoscontigoateaofim ou #justiçacr7.

O cantor Tony Carreira já aderiu à iniciativa, partilhando também a nota de que não acredita nesta acusação “e até prova em contrário é inocente”.

A nova comentadora da SIC, Manuela Moura Guedes, criticou ontem, no Jornal da Noite, o Presidente da República e o primeiro-ministro por terem defendido Ronaldo na praça pública. “Em Portugal, todos desejam que Cristiano Ronaldo seja inocente, inclusivamente os órgãos de poder”, frisou. Mas “neste caso, Ronaldo não pode contar como herói, é uma pessoa como as outras”, ressalvou.

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