Há farmácias a ficar sem capacidade de resposta para os diabéticos, devido à preocupação provocada pela pandemia da Covid-19.

De acordo com a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã, um doente teve de fazer cerca de 340 quilómetros, entre a Amadora e Pombal, para comprar a quantidade de insulina de que precisava. A insulina é um produto essencial para os diabéticos.

José Boavida, presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), explicou que, na origem do problema, está a corrida de muitos diabéticos às farmácias portuguesas, preocupados com a entrada do país em estado de emergência por causa da pandemia, para comprar “reservas para três a seis meses“.

“As empresas também têm planos de contingência, pelo que chegam menos unidades de insulina do que antes”, acrescentou o responsável. Para apoiar os diabéticos, principalmente nesta fase, a associação disponibilizou uma linha telefónica gratuita para aconselhar estes doentes, além de uma farmácia própria

que faz entrega de medicamentos ao domicílio.

Consultada pelo Correio da Manhã, fonte da Ordem dos Farmacêuticos referiu também que decorre uma espécie de “racionamento” da insulina nas farmácias: muitas vezes, dizem que têm “pouca insulina, de forma a que não fiquem a zeros”.

No entanto, o Infarmed garantiu não ter indicação de nenhuma rutura de stock de insulina nas farmácias portuguesas. Ainda assim, o diário refere que, no topo da lista dos medicamentos notificados pelas farmácias na plataforma do Infarmed que mais faltaram este mês, está o Trulicity, uma caneta para diabéticos tipo 2.

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