O líder do PSD voltou a criticar os apoios do Governo aos órgãos de comunicação social através da compra antecipada de publicidade institucional, no valor de 15 milhões de euros.
“15 milhões de euros de impostos para ajudar a pagar os programas da manhã e o Big Brother que voltou em força. Tanto me têm atacado por eu não compreender esta urgência democrática”, escreveu Rui Rio no Twitter.
O líder do PSD voltou, esta terça-feira, a criticar os apoios do Governo aos media, no dia em que se ficou a saber que as donas da SIC e da TVI — grupos Impresa e Media Capital, respetivamente — ficaram com a maior fatia da verba.
No início de maio, Rio já tinha criticado os apoios à comunicação social, tendo afirmado que “as empresas de comunicação social são empresas iguais às que fabricam móveis, sapatos, têxteis.”
Segundo a resolução do Conselho de Ministros, publicada esta terça-feira em Diário da República, o grupo Impresa vai receber 3,49 milhões de euros, seguindo-se depois a Media Capital com 3,34 milhões de euros.
Segue-se depois o grupo Cofina, detentor do Correio da Manhã e do Jornal Negócios (1,6 milhões de euros), o Global Media Group (1,06 milhões de euros), a Rádio Renascença (480 mil euros) e o grupo Trust in News, dono da revista Visão (406 mil euros).
A Sociedade Vicra Desportiva, detentora do desportivo A Bola, irá receber 329 mil euros e o jornal Público 314 mil. Ao todo, o Estado vai comprar publicidade a 13 empresas detentoras de órgãos de comunicação social de âmbito nacional.
(c) Diário da República
Em abril, o Executivo anunciou que iria fazer a compra antecipada de publicidade institucional, alocando 15 milhões de euros, para ajudar o setor dos media face ao impacto da pandemia de covid-19.
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