José Coelho / Lusa

Em entrevista à Visão, António Costa rejeitou o cenário de bloco central, ao afirmar que é uma “caça a gambozinos”. Rui Rio respondeu, dizendo que mesmo que o primeiro-ministro fosse à procura, “o gambozino não cai no saco”. 

Os líderes dois dois maiores partidos rejeitam a criação de um bloco central. Depois de, nesta quinta-feira, António Costa ter comparado esse cenário com a caça de gambozinos, Rui Rio respondeu que, mesmo que o primeiro-ministro vá à procura, “gambozino não cai no saco”.

“É com um saco, no escuro, que se apanham os gambozinos”, disse o líder do PSD, sublinhando que “mesmo que andem a pedir o bloco central, de noite ou de dia, ele não cai no saco”.

Questionado sobre a sintonia entre o PS e o PSD em muitos assuntos, Rui Rio admitiu, citado pela Renascença, convergência com o partido de António Costa, nomeadamente na questão sobre o fim dos debates quinzenais.

O líder social-democrata concorda que tem havido encontro entre os dois partidos em temas como a aprovação do Orçamento Suplementar ou na proposta do PSD de apoio aos sócios gerentes. “Para doutores comentadores, isso é o bloco central

.”

No entanto, um Governo de bloco central em que os dois partidos estejam simultaneamente no poder é uma hipótese rejeitada por Rio.

“Se o conceito de bloco central é um Governo com elementos do PSD e PS, independentemente do primeiro-ministro ser de um ou de outro partido, que é o que eu considero [como bloco central], não vejo qualquer necessidade”, justificou.

Rui Rio falou aos jornalistas à saída de um encontro com profissionais de Saúde, em Portimão, onde defendeu a urgência de construir o Hospital Central do Algarve.

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