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O presidente do PSD, Rui Rio

A recuperar terreno ao PS nas intenções de voto, Rui Rio não deixa morrer a guerra entre Centenos, questionado por que razão o atual ministro das Finanças ainda não aceitou debater com Álvaro Almeida, candidato a deputado do PSD.

Depois de revelar que também tem o seu Centeno, que é Joaquim Sarmento, Rui Rio desafiou o ministro das Finanças, o verdadeiro Centeno, a debater com o seu homem forte das Finanças sobre os programas económicos do PSD e PS.

Mário Centeno recusou o desafio, admitindo em alternativa debater com qualquer candidato a deputado, recordando assim que Joaquim Sarmento não está nesta posição. “Os líderes debatem com os líderes, os candidatos debatem com os candidatos”, disse.

Em resposta, o PSD propôs Álvaro Almeida, economista e candidato pelo PSD no Porto.

“Se o dr. Mário Centeno acha que não deve debater comigo, então que venha debater com o professor Álvaro Almeida, que foi coautor do programa económico [do PSD] e, portanto, está tão à vontade para discutir o plano económico do PSD como eu e é, de facto, candidato a deputado pelo PSD no Porto”, afirmou esta segunda-feira Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista à agência Lusa.

O ministro das Finanças não respondeu, mas deu uma conferência de imprensa na passada segunda-feira na qual criticou alegados “buracos” no programa do PSD. “Há 4.750 milhões de euros por explicar”, afirmou o governante, considerando que os sociais democratas apresentam propostas “materialmente impossíveis”.

A resposta de Rui Rio, uma vez mais, não tardou a chegar: o líder do PSD frisou que Sarmento “dará uma aula a Centeno” para saber ler o quadro macro-económico do PSD.

Face ao silêncio de Centeno, Rio recorreu esta terça-feira ao Twitter para aumentar a pressão política sobre o Ministro das Finanças. “Álvaro Almeida já aceitou e as rádios já os convidaram. Por que espera o CR7 das finanças para honrar a sua palavra?”, questionou.

As últimas sondagens, recorde-se, têm diminuído a distância entre PS e PSD, afastando os socialistas de uma eventual maioria absoluta.

As últimas pesquisas de opinião, divulgadas esta terça-feira ao fim do dia, deixam o PSD a 7 pontos percentuais do PS. Tratam-se das sondagens da Universidade Católica (para RTP e Público) e da Pitagórica (para TSF, TVI e JN).

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