Mário Cruz / Lusa

Numa carta aos militantes, Rui Rio disse que atacar o Governo para “criar instabilidade” é um gesto antipatriótico. A afirmação valeu-lhe críticas à direita – e até dentro do próprio partido.

De acordo com semanário Expresso, o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, disse que a melhor forma de contribuir para a democracia é com o escrutínio e propostas alternativas. “Quando se veste o fato de estadista não nos podemos esquecer da gravata no armário”, afirmou.

João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, também criticou o líder do PSD. “A IL não acha que criticar o Governo seja antipatriótico. [Fazemos] um apelo a todos para que exerçam o seu sentido crítico. A união não se pode confundir com subserviência ou unanimismo artificial“.

Ao fim do dia, no Twitter, Rui Rio comentou uma publicação de João Cotrim Figueiredo que voltava a criticar o PSD. “Para o Iniciativa Liberal, ao contrário de Rui Rio, criticar o Governo não é falta de patriotismo”. A isto, o líder do PSD escreveu apenas “O Rui Rio não disse nada disso”.

Através do Facebook, André Ventura, do Chega, anunciou um alegado fim do PSD como partido líder da oposição. “O Chega assumirá como dever nacional e patriótico, a partir de hoje, a liderança da oposição do Governo socialista, visto que os demais abdicaram

da confiança e do mandato que o povo português neles depositou”, sugeriu o deputado.

Porém, não foram apenas os outros partidos a criticar Rui Rio. David Justino, vice-presidente do PSD, disse que “a crítica não é ao Governo mas ao primeiro-ministro e acho que estou a ser patriótico”.

As críticas surgem no mesmo dia em que foi revelada uma carta do líder do PSD, enviada aos militantes do partido, na qual considera que o aproveitamento partidário das fragilidades políticas “não é, neste momento, uma postura eticamente correta“, nem “uma posição patriótica”.

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