O líder do PSD, Rui Rio, acusou este sábado o Governo liderado por António Costa de não querer resolver o “problema” dos motoristas, referindo-se à greve agendada para a próxima segunda-feira.
No entender do social democrata, que recorreu ao Twitter para falar sobre a greve que ameaça parar o país, o Executivo está a agir de forma muito musculada, apontando que esta atitude não ajuda a resolver a situação.
“Se o objetivo fosse resolver o problema, o Governo seria mais isento e mais discreto”, criticou na mesma rede social “Não dramatizava, nem encenava um circo como o que montou antes das europeias. Adiar a greve para pós eleições e, até lá, tentar um acordo, parece- me o mais sensato”, escreveu Rui Rio.
A publicação do líder dos sociais democratas surge no mesmo dia em que os sindicatos dos motoristas – o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) – se reúnem em plenário para discutir se a greve agendada para a próxima segunda-feira realmente avança.
Também o Governo marcou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado. “Esta reunião extraordinária, em São Bento, destina-se a coordenar os trabalhos do Governo para fazer face aos efeitos da greve dos motoristas que está prevista iniciar a partir das 00:00 de segunda-feira”, afirmou fonte do gabinete do primeiro-ministro à Lusa.
O primeiro-ministro, António Costa, chamou os ministros do Trabalho, Vieira da Silva, do Ambiente, José Matos Fernandes, dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, Administração Interna, Eduardo Cabrita, mas também o da Defesa, João Gomes Cravinho. Também o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, interromperá as férias para estar presente na reunião, disse o próprio em declarações ao Diário de Notícias.
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Senhor Rui Rio quer ser mais papista que o Papa? Diga antes quem tem de resolver o problema das exigências dos motoristas são os seus patrões e não o governo seja este ou outro não têm de resolver o que os trabalhadores do privado exigem, os motorista não são funcionários públicos.