Mário Cruz / Lusa
O ministro das Finanças, Mário Centeno, com o primeiro-ministro, António Costa, no Parlamento
O chamado “Imposto Mariana Mortágua” causou muita polémica ao longo da semana passada, mas afinal os mais ricos até vão sair beneficiados pelo Orçamento de Estado para 2017 – e vão pagar menos IRS.
O Expresso salienta que, na preparação da proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2017, o governo “afasta aumentos nos escalões do IRS”, o que, a confirmar-se, vai acabar por beneficiar aqueles que têm mais rendimentos.
Com o fim já anunciado da sobretaxa de IRS, quem ganha mais vai assim, receber mais salário líquido, já que quem tem maiores rendimentos também é mais atingido pela sobretaxa que é aplicada em percentagem dos ordenados.
O semanário adianta ainda que o novo imposto sobre imóveis, que o governo ainda está a afinar para incluir na proposta de OE, vai render apenas “60 milhões de euros”, considerando que poderá abranger somente o património imobiliário acima do um milhão de euros, como parece estar em cima da mesa.
Ora, sendo assim, o chamado “Imposto Mariana Mortágua”, que deu que falar e levou a alta tensão à “casa” socialista por causa do protagonismo assumido pela deputada do Bloco de Esquerda no processo, é uma gota de água no oceano das contas do Estado. É que só a devolução da sobretaxa vai custar 400 milhões
às finanças públicas.Na preparação do OE para 2017, o Expresso nota ainda que o tabaco e o álcool “podem ficar mais caros”, como já foi antecipado por Mário Centeno, ministro das Finanças, que assumiu que os impostos indirectos podem aumentar.
O governo também estará a estudar alterações ao regime das deduções de IRS, nomeadamente no âmbito das despesas de educação.
O Público adianta que o OE de 2017 deverá “corrigir algumas situações de desigualdade de tratamento dos encargos das famílias” e que deverá prever um limite nas deduções da educação dependente do “número de filhos de um agregado familiar”.
Os moldes exactos destas alterações ainda não estão a ser estudados, mas também já se sabe que o Executivo pretende alargar o conceito de despesas de educação para incluir também, o vestuário e o calçado adquirido pelos pais para os filhos.
ZAP
Bolas !!!
Mas se as contas públicas estão tão boas, tão certinhas, porque não descem as taxas de IRS ou as do IVA?
Ou o lençol está tão curto que ou se arrefecem os pés, ou a cabeça?