Ricardo Salgado, o ex-presidente do BES, e mais outros quatro elementos da família Espírito Santo pediram ao Ministério Público que escondesse que receberam uma comissão de 5 milhões de euros, no âmbito do negócio da compra dos submarinos.
Os dados foram divulgados pela Visão, que teve acesso a uma carta com data de Dezembro de 2013, na qual Ricardo Salgado, António Ricciardi, José Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo e Mosqueira do Amaral.
Na carta em causa, os signatários solicitam ao Ministério Público (MP) que não seja divulgado terem recebido 5 milhões de euros do total de 30 milhões pago pelo grupo alemão German Submarine Consortium.
Os cinco signatários justificam que o pagamento desta comissão constitui “matéria da vida privada”, cita a Visão.
Esta carta estará entre os documentos do processo de investigação do negócio dos submarinos que foi arquivado.
Inicialmente, o MP acreditava que os 30 milhões pagos pelo German Submarine Consortium, no âmbito da adjudicação do concurso para a aquisição de dois submarinos, por parte do Estado português, tinham servido para pagar “luvas” a altos responsáveis políticos.
Só mais tarde foram identificados os beneficiários do referido montante, designadamente os administradores da ESCOM, empresa do Grupo Espírito Santo que foi consultora do grupo alemão no negócio.
Os cinco Espírito Santo citados, induzidos por Ricardo Salgado, assumiram então em cartas enviadas ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal que a família foi beneficiária de 5 milhões de euros.
A comissão terá sido paga a título de “remuneração extraordinária” do Conselho Superior do GES, sublinha a Visão.
Estes membros da família Espírito Santo nunca foram chamados a testemunhar no processo, ainda segundo a mesma publicação.
ZAP
Ai o Portas e outros, este não foi o único