O revisor, que terá lançado espuma de um extintor contra os jovens graffiters que morreram colhidos por um comboio, está a receber ajuda psicológica e ainda não voltou ao trabalho por temer represálias.
De acordo com alguns colegas de trabalho, ouvidos pelo Porto24, o revisor tentou afastar os jovens graffiters com a única intenção de proteger os passageiros que se encontravam no comboio.
“Revolta-o atribuírem-lhe responsabilidades quando a sua única intenção foi a de defender os passageiros”, afirmam os colegas.
O profissional, que tem “mais de 20 anos de experiência ao serviço da CP”, está “bastante perturbado com toda a situação” e ficou ainda mais depois das várias “ameaças que tem recebido”.
O revisor ainda não voltou ao trabalho e “não tem gostado” da forma como o caso tem sido tratado pela imprensa.
Esta reação surge depois de testemunhas que estavam no comboio afirmarem que o revisor em causa utilizou a espuma de um extintor de incêndio para afastar os graffiters que tentavam bloquear o comboio.
Os jovens terão respondido à atitude do funcionário com pedras e, na altura em que recuaram para a linha, foram colhidos mortalmente por outro comboio que passava.
“Ele ouviu um estrondo enorme numa das portas e, quando se dirigiu ao local, viu três indivíduos encapuzados e outros três no exterior da composição”, conta uma das fontes.
“Pensou que fosse um assalto, não fazia ideia que seriam graffitis. Aliás, não foi só ele a pensar isso, toda a gente entrou em pânico porque julgou que eles estavam a entrar no comboio para roubar”, acrescentaram.
“Ele ficou bastante abalado, nunca imaginou que alguém tivesse morrido”, dizem os companheiros de trabalho.
O caso já está a ser investigado pelo Ministério Público e, segundo o Jornal de Notícias, a nuvem de pó provocada pelo extintor terá impedido a visão não só dos jovens como também a do próprio maquinista do comboio que os colheu.
O acidente aconteceu na passada segunda-feira, no apeadeiro de Águas Santas, na Maia, e levou à morte dos três jovens, dois espanhóis e um português, com idades entre os 18 e os 20 anos.
ZAP
Rusty, se te serviu a carapuça temos pena... Não sou da tua laia nem andei contigo na escola.. Os outros é que são uns marginais por pintar comboios e tu és um santo por tratares gente que não conheces de lado nenhum assim.. Ganha vergonha na cara