Foi revelada a identidade do auxiliar médico que, entre baixas e férias, só trabalhou 18 meses em 15 anos. Chama-se Juan Carlos, tem 60 anos e fez culturismo.
Na semana passada, a imprensa espanhola contou a história de um auxiliar médico de um hospital psiquiátrico de Alicante, em Espanha, que acumulou 4.453 dias de baixa entre 2001 e 2016, tendo estado ausente do trabalho 12 anos e dois meses, de um total de 15 anos.
O Conselho Provincial de Alicante não considera o funcionário apto para executar as suas funções. No entanto, a Segurança Social negou-lhe a incapacidade laboral permanente por três vezes.
A situação estranha mas legal do auxiliar médico espanhol despertou interesse, contudo a sua identidade permanecia por descobrir. Esta segunda-feira, o El Mundo revelou que o indivíduo em questão se chama Juan Carlos e tem 60 anos.
Segundo alguns amigos e conhecidos, o espanhol foi viciado em exercício físico durante muitos anos. Apaixonado, particularmente, pelo culturismo, “podia ter sido porteiro de uma discoteca”, diz um dos conhecidos.
Juan Carlos perdeu a forma ao longo dos anos e foi o vício em anabolizantes que lhe provocou a maior parte dos problemas de saúde que originaram as suas baixas consecutivas. O auxiliar de enfermagem sofre de uma doença que é confidencial e protegida pela Lei de Proteção de Dados espanhola.
Os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas similares à testosterona que promovem um aumento de massa muscular.
Depois de a sua história ter ficado conhecida através dos meios de comunicação social, Juan Carlos desapareceu.
O jornal espanhol conta que na sua última declaração pública sobre o assunto, ao jornal espanhol Información, explicou os 12 anos de ausência laboral como um conjunto “de muitas pequenas coisas que no final se juntam e me impedem de trabalhar”.
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Que podridão. Afinal não é só em Portugal que há parasitas e serviços incompetentes.