Mário Cruz / Lusa
As projecções dos resultados eleitorais divulgadas por RTP, SIC e TVI dão a vitória ao PS nas eleições legislativas, com entre 34% e 40% dos votos, seguindo-se o PSD, com entre 24,2% e 31%.
Segundo as projecções de resultados que as televisões divulgaram pelas 20 horas, após o encerramento das urnas nos Açores, quatro partidos poderão pela primeira vez ter representação parlamentar: Iniciativa Liberal, Chega, Livre e Aliança.
O PS é dado como vencedor em todas as projecções das televisões. A SIC admite mesmo a possibilidade de um cenário de maioria absoluta para o PS, atribuindo-lhe uma votação de 36% a 40%. Já a RTP coloca o PS com entre 34% a 39% dos votos, enquanto a TVI lhe dá entre 34,5% a 38,5% da votação.
Na projecção da SIC, o PSD terá entre 24,2% a 28,2% dos votos, enquanto a TVI dá aos sociais-democratas 24,6% a 28,6% e a RTP atribui-lhes entre 27% a 31%.
O Bloco de Esquerda terá entre 7,7% a 12% dos votos, de acordo com as projecções dos três canais. Já a CDU somará entre 4,7% a 8%.
O CDS poderá ser um dos grandes derrotados das legislativas, com as projecções a atribuírem-lhes entre 3% a 5%. Na pior das hipóteses, pode ficar com apenas 2 deputados no Parlamento.
O PAN terá já dois deputados garantidos, mas pode chegar aos 6, com as projecções a atribuírem-lhe entre 3% a 5%, naquele que será um resultado histórico para o partido.
O Iniciativa Liberal pode eleger entre 1 a 3 deputados para o Parlamento, com as projecções a darem-lhe entre 1% e 3% dos votos. O Livre pode igualmente chegar ao Parlamento, com a eleição de 1 a 2 deputados, com projecções de 0,1% a 2,5%.
O Chega pode igualmente garantir a eleição de 1 deputado com projecções de 0,4% a 2,6%. Também o Aliança
está na expectativa de conseguir alcançar um lugar no Parlamento, com projecções de 0% a 1,9%.“Derrota história da direita em Portugal”
No primeiro comentário aos resultados, a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, comentou “a grande vitória” do seu partido e “a derrota histórica da direita em Portugal”.
Também no Bloco de Esquerda o dirigente Jorge Costa frisou a “derrota histórica” da direita, considerando que “o país mostrou que não esqueceu o legado do PSD e do CDS após a intervenção da Troika“.
“O Bloco de Esquerda confirma-se como a terceira força política nacional, definitivamente”, vincou ainda o líder bloquista.
Em 2015, a coligação PSD/CDS venceu as eleições, com 38,55% dos votos, com os quais obteve 107 deputados — ficando a 9 mandatos dos 116 necessários para assegurar a maioria absoluta na Assembleia da República. O PSD fez eleger 89 deputados, o CDS/PP assegurou 18 mandatos.
Em segundo lugar, o PS obteve 32,38% dos votos, com os quais assegurou 86 deputados. O Bloco de Esquerda, com 10,22% dos votos, elegeu 19 deputados. A coligação PCP/PEV, quarta formação mais votada, obteve 8,27% dos votos — assegurando 15 deputados para o PCP e 2 para o PEV.
O Parlamento ficaria completo com a eleição de um deputado do PAN, que em 2015 obteve 1,39% dos 9.439.701 eleitores inscritos.
Estes resultados abriram espaço à chamada Geringonça, acordo de governo suportado na maioria de esquerda PS, BE e PCP/PEV que viabilizou o Governo socialista liderado por António Costa — cenário que pode voltar a repetir-se após a votação deste domingo.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]
Cerca de metade dos portugueses não votaram e fizeram muito bem. Ao fim ao cabo não há gente séria. A outra metade que votou elegeu mais uma vez os partidos habituais. Caso para dizer que não querem mesmo evoluir nem viver num país civilizado. Preferem continuar a viver na corrupção e na mentira!