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O ex-presidente do Brasil, Lula da Silva

Depois de ter sido condenado a nove anos e meio de prisão, o antigo presidente do Brasil Lula da Silva respondeu com o anúncio de candidatura às presidenciais de 2018.

A sentença de nove anos e seis meses foi proferida pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da operação Lava Jato na primeira instância. Esta é a primeira condenação do político de 71 anos, que foi condenado por ter recebido vantagens ilícitas da construtora OAS num processo que investigava a propriedade de um apartamento de luxo no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo.

É a primeira vez que um antigo Presidente brasileiro é condenado por corrupção. O ex-metalúrgico brasileiro já anunciou que vai recorrer da sentença, através do seu advogado Cristiano Martins.

Como resposta à condenação, Lula da Silva fez ainda um outro anúncio: o antigo presidente do Brasil, que ocupou o cargo entre 2003 e 2011, vai-se candidatar às eleições brasileiras de 2018.

O antigo presidente fez o anúncio quase no final da conferência de imprensa que convocou para quinta-feira, para falar sobre a sua condenação, afirmando que, apesar de não o ter feito até agora, vai “reivindicar” do seu partido – o PT -, “o direito” de se colocar “como postulante à candidatura” de 2018, segundo o Expresso.

A declaração foi recebida com muitos aplausos

por todos os que estavam presentes, fazendo-se ouvir, em uníssono, o cântico “Brasil urgente, Lula a Presidente”.

Antes, Lula da Silva recorreu várias vezes ao sentido de humor, para afirmar que tinha pensado fazer a conferência ontem, mas que durante o dia “nem tive tempo de analisar a sentença”, por estar preocupado com o resultado do jogo entre o Palmeiras e o Corinthias.

Mais a sério, Lula referiu-se à condenação pelos crimes crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso de um tríplex num condomínio do Guarujá, no litoral de São Paulo, garantindo que o que o deixa “indignado” é perceber que foi “vítima de um grupo de pessoas que contou a primeira mentira e vai continuar a mentir” para sustentar essa primeira mentira.

“Gostaria de estar aqui a discutir a situação do Brasil, a sua situação económica e política”, disse, após se anunciar como pré-candidato. E queria também falar “no descrédito das instituições, a começar pelo poder executivo”, acrescentou, para concluir: “a gente quer eleições diretas“.

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