Angelo Carconi / EPA
O papa Francisco
O Papa Francisco chegou ao Vaticano com a promessa de varrer a mancha do abuso sexual de crianças da Igreja Católica. Mas o caso do cardeal George Pell, acusado de pedofilia na Austrália, mancha a própria reputação de Francisco.
A chegada do Papa Francisco ao Vaticano foi encarada com muita esperança por muitas vítimas de padres pedófilos, por todo o mundo, depois de os seus antecessores, João Paulo II e Bento XVI, terem sido muito criticados pela forma como “fecharam olhos” ao assunto.
Francisco falava de uma política de tolerância zero para com os padres abusadores e para com os que escondessem esses abusos, mas o caso do Cardeal George Pell contraria aquele cenário.
O Cardeal, que é o número 3 do Vaticano, acaba de ser acusado de crimes de abuso sexual de menores na Austrália e já pediu uma “licença” das funções na hierarquia da Igreja, para ser ouvido pelas autoridades do seu país natal.
Mas há muito que existem suspeitas envolvendo o Cardeal e o abuso sexual de crianças – se não de os ter cometido, pelo menos de ter sido cúmplice, encobrindo-os. Já existiam quando, em 2014, o Papa Francisco o chamou para liderar o Secretariado da Economia do Vaticano, para “limpar” as finanças da Igreja.
Depois disso, o Papa levou George Pell para o seu círculo mais próximo de conselheiros, integrando-o no poderoso Conselho de Cardeais que define muitos dos destinos do Vaticano.
E, à luz das acusações que agora se fazem na justiça australiana, há quem considere que o Papa ofereceu ao sacerdote uma “válvula de escape” precisamente quando arrancavam oficialmente as investigações em torno das suspeitas de pedofilia.
“Pedofilia não é uma prioridade para Francisco”
As acusações contra o Cardeal Pell demonstram “claramente” que “a revolução de Francisco na Igreja, quando se trata do assunto do abuso sexual, é apenas no papel e não nas acções”, considera o jornalista italiano Emiliano Fittipaldi
, em declarações divulgadas pelo The New York Times.“A luta contra a pedofilia não é uma prioridade para Francisco”, considera o autor do livro “Luxúria” que fala de casos de abuso sexual no Vaticano e que arranca precisamente com as suspeitas em torno do Cardeal Pell.
Uma das primeiras decisões do Papa Francisco, quando assumiu a liderança do Vaticano, foi nomear uma comissão de especialistas externos para recomendarem à Igreja como se poderia prevenir o abuso sexual de crianças.
Esta comissão, criada em 2014, incluía duas vítimas de abuso sexual por parte de padres que, entretanto, a deixaram, acusando o Vaticano de não estar verdadeiramente interessado em lidar com o problema.
A irlandesa Marie Collins deixou a Comissão dizendo-se “envergonhada” com a falta de cooperação do Vaticano. Pouco tempo depois, o britânico Peter Saunders confessou sentir-se “traído” pelo Papa Francisco e foi “colocado de parte”, conforme avança a agência AFP.
Marie Collins considera, numa publicação no seu blogue pessoal, que o caso do Cardeal Pell demonstra como “tão pouca confiança podemos depositar nas garantias da Igreja Católica de que os bispos e os superiores religiosos vão enfrentar sanções se ignorarem casos de abuso”.
Esta irlandesa vítima de abuso critica abertamente o Papa por ter levado Pell “a esconder-se no Vaticano para evitar ter que enfrentar aqueles que no seu país precisavam de respostas”.
Perdão para padres pedófilos
Uma das propostas da comissão independente lançada por Francisco foi criar um tribunal especial para julgar os padres que encobrissem abusos, mas foi rejeitada por pressão do Vaticano e nenhuma medida foi, na verdade, tomada.
Em Fevereiro passado, o Papa optou até por reduzir sanções contra alguns padres condenados por pedofilia, ao abrigo da ideia da Igreja “misericordiosa” que tem defendido.
E a recente postura do Vaticano perante as acusações contra o Cardeal Pell reforça as críticas contra Francisco neste capítulo.
“O Santo Padre, que apreciou a honestidade do Cardeal Pell durante os seus três anos de trabalho na Cúria Romana, está grato pela sua colaboração“, disse o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, numa nota à comunicação social.
“É importante lembrar que o Cardeal Pell condenou abertamente e repetidamente como imorais e intoleráveis actos de abuso cometidos contra menores”, acrescentou Burke na defesa do Vaticano ao homem que enfrenta acusações de pedofilia na Austrália.
[sc name=”assina” by=”SV, ZAP”]
O "Papa Chico":
1) foi um informador do regime fascista argentino (http://www.globalresearch.ca/smoking-gun-memo-proves-pope-francis-collaborated-with-military-junta/5327354)
2) é um membro da Companhia de Jesus, criada pela oligarquia europeia para controlar o Vaticano (https://actualidad.rt.com/actualidad/view/88980-eleccion-nuevo-papa-mundo-sinarquico)
3) anda a dizer mentiras sobre um suposto "aquecimento global" antropogénico, para promover a destruição (económica) da nossa sociedade
4) e é certamente amigo dos maçons infiltrados no Vaticano que, entre outras coisas, mataram o João Paulo I ao fim de 33 dias (número maçónico) e que lá estão para destruir o Vaticano (i.e. os valores cristãos) desde dentro desta própria instituição (a desculpabilizar o aborto, a promover a homossexualidade etc).
Por isso, entre as pessoas bem informadas, há já muito tempo que esta farsa de "Papa" não tem qualquer reputação que se aproveite.