A astronauta americana Kate Rubins é retirada da cápsula por soldados das equipes de resgate, no Cazaquistão
Os três astronautas Kate Rubins (Estados Unidos), Anatoly Ivanishin (Rússia) e Takuya Onishi (Japão), posam para foto após serem resgatados
A cápsula Soyuz MS-01 que traz os três astronautas da Expedição 49 da Estação Espacial Internacional chega à Terra
O cosmonauta russo Anatoly Ivanishin é retirado da cápsula por soldados das equipes de resgate
O astronauta japonês Takuya Onishi é retirado da cápsula por soldados das equipes de resgate

Três astronautas, incluindo a norte-americana Kate Rubins, a primeira pessoa a sequenciar ADN no espaço, chegaram hoje ao Cazaquistão depois de 115 dias na Estação Espacial Internacional.

O controlador russo da missão confirmou a aterragem de Kate Rubins, da NASA, de Anatoly Ivanishin, da Roscosmos, e de Takuya Onishi, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão.

A MS-01, a primeira nave do novo modelo Soyuz, pousou a cerca de 140 quilômetros da cidade de Zhezkazgan, no Cazaquistão.

“Os tripulantes estão bem”, afirmou um porta-voz do CCVE citado por veículos de imprensa russos. O trio regressou à Terra após uma missão de 115 dias no laboratório espacial.

Os biólogos moleculares Rubins e Onishi regressaram da sua primeira missão ao espaço, enquanto o comandante Ivanishin repetiu a experiência de há cinco anos, que durou, na altura, cinco meses.

Durante sua permanência na ISS, os três investigadores realizaram cerca de 40 experiências científicas.

A chegada do trio à Estação Espacial Internacional foi adiada por duas semanas, já que as autoridades russas realizaram mais testes ao software do veículo modificado Soyuz MS-01.

A participação de Rubins na missão gerou particular entusiasmo depois de a NASA anunciar planos para a cientista sequenciar ADN a bordo da Estação Espacial Internacional

, uma estreia mundial.

Em agosto, Rubins sequenciou amostras de ADN de ratos, vírus e bactéria, usando o sistema MinION, ao mesmo tempo que investigadores na Terra sequenciavam, simultaneamente, amostras idênticas.

Segundo a NASA, a investigação pode ajudar a identificar micróbios potencialmente perigosos a bordo da Estação Espacial Internacional e diagnosticar doenças no espaço.

Rubins foi também a primeira mulher abordo da Estação Espacial Internacional desde que a italiana Samantha Cristoforetti regressou à Terra, com o recorde da mais longa viagem espacial feita por uma mulher (199 dias), em junho do ano passado.

A bordo da ISS permanecem os russos Sergei Rizhikov e Andrei Borisenko e o americano Shane Kimbrough, que chegaram à plataforma espacial no dia 21.

O laboratório da Estação Espacial Internacional orbita a terra a cerca de 28 mil quilómetros por hora desde 1998.

ZAP / Lusa