As orientações da Direção-Geral da Saúde para a reabertura das creches estão a ser ultimadas. A DGS adverte que o regresso à atividade nas creches envolve riscos.

Algumas das medidas que integram as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), para a reabertura das creches e do pré-escolar, já fazem parte de planos de contingência, mas outras podem ser muito difíceis de colocar em prática.

O Governo definiu um período de transição para a abertura das creches, entre 18 de maio e 1 de junho, mas a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social colocou um ‘se’ nesta reabertura, avança este sábado a Renascença.

A ministra Ana Mendes Godinho frisou que o regresso ao convívio entre crianças e educadores está ainda dependente da avaliação que o Governo e as autoridades sanitárias irão fazer desta primeira quinzena sob estado de calamidade.

Enquanto aguardam pela decisão, alguns pais e educadores manifestaram algumas dúvidas em relação a algumas orientações da DGS. As normas deverão ser conhecidas na segunda-feira, mas este sábado a Renascença antecipou algumas orientações.

Entre berços e espreguiçadeiras terá de haver dois metros de distância; não pode haver brinquedos e os pais deverão levar um calçado alternativo para que as crianças possam deixar à porta os sapatos que usam na rua. As janelas devem estar abertas sempre que possível e os sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação não devem ser utilizados.

Nas salas, serão colocados dispensadores de desinfetantes e as mesas passam agora a estar dispostas em fila e não em U. Os educadores e funcionários terão de usar máscara cirúrgica e o espaçamento entre crianças deve ser de dois metros, uma medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação.

Os pais não deverão entrar nas creches. Devem as crianças à porta a um funcionário do estabelecimento e o mesmo será feito à saída.

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