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O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, com a atriz Regina Duarte, atual ministra da Cultura

A atriz Regina Duarte abandonou o cargo de Secretária da Cultura do Brasil, alegando motivos pessoais para justificar a saída do Governo brasileiro. 

A informação foi avançada pelo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, através da sua conta oficial na rede social Twitter. Regina Duarte “sente falta da família”, escreveu.

Regina Duarte, que assumiu a pasta no passado dia 4 de março, vai passar a dirigir a Cinemateca de São Paulo, segundo Bolsonaro. “Para que possa continuar contribuindo com o Governo e a cultura brasileira, assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em São Paulo”.

Na publicação do Twitter, o chefe de Estado aparece ao lado de Regina Duarte, com a atriz a dizer que acabou de “ganhar um presente” com a nomeação para a Cinemateca, instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira que é vinculada à Secretaria da Cultura do Governo brasileiro.

Percurso de Regina Duarte

Regina Duarte foi convidada para o cargo

em 17 de janeiro, no mesmo dia em que Roberto Alvim foi demitido da Secretaria da Cultura por ter parafraseado partes de um discurso do ministro da Propaganda nazi, Joseph Goebbels, gerando uma onda de protestos.

A atriz ganhou fama em vários países como protagonista de “Malu Mulher” (1979), uma das séries de maior sucesso no Brasil, e na qual interpretou uma jornalista divorciada que tentava ganhar a vida sozinha, e que na época lidava com questões nunca discutidas na televisão, como sexo, aborto ou drogas.

Regina Duarte participou ainda em novelas de grande sucesso em Portugal como “Roque Santeiro”, “História de Amor” e “Páginas da Vida”.

Politicamente, a artista apoiou publicamente a eleição dos presidentes Fernando Collor (1990-1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que derrotaram o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, em três eleições consecutivas.

Porém, a sua posição nunca foi tão clara como em 2002, quando Regina Duarte apoiou o então candidato conservador José Serra e, numa propaganda da sua campanha eleitoral, cunhou o slogan “estou com medo”, numa referência a uma eventual, e posteriormente confirmada, vitória de Lula da Silva nas presidenciais.

Em 2018, a atriz declarou o seu apoio a Jair Bolsonaro e, durante a campanha, visitou o agora chefe de Estado na sua residência no Rio de Janeiro, enquanto o político recuperava de uma facada que sofreu durante um comício eleitoral.

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