Michelle Collins / FEMA

O Governo quer criar “escolas independentes”, abrindo concursos que permitam aos professores tornarem-se proprietários e gestores de uma escola, refere o documento com as linhas orientadoras para a reforma do Estado, hoje divulgado.

“Trata-se, aqui, de convidar, também mediante procedimento concursal, a comunidade dos professores a organizar-se num projeto de escola específico, de propriedade e gestão dos próprios professores, mediante a contratualização com o Estado do serviço prestado e do uso das instalações. Essa oportunidade significa uma verdadeira devolução da escola aos seus professores e garante à sociedade poder escolher projetos de escola mais nítidos e diferenciados”, lê-se no documento “Um Estado Melhor”, hoje apresentando pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, em conferência de imprensa.

No documento, o Governo assumiu também que quer “preparar a aplicação do chamado ‘cheque-ensino’”, para reforçar a liberdade de escolha das famílias, seguindo um “método prudente e gradual assente em projetos-piloto” que permitam tirar conclusões de “um modelo de financiamento diferente”.

 

Governo espera regularizar pagamentos a escolas profissionais “em breve”

O Ministério da Educação afirmou hoje que os procedimentos de financiamento das escolas profissionais “estão a decorrer, prevendo-se a sua conclusão para breve”, depois de a associação representativa das escolas ter denunciado atrasos de cinco meses.

“Os procedimentos relativos ao financiamento das turmas das escolas profissionais, quer pelo Orçamento do Estado, quer pelo POPH [Programa Operacional de Potencial Humano], estão a decorrer, prevendo-se a sua conclusão para breve”, lê-se na resposta do Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviada à agência Lusa.

A Associação Nacional de Escolas Profissionais (Anespo) denunciou hoje o atraso de cinco meses nas transferências das verbas do Orçamento do Estado e fundos europeus, afirmando que funcionamento e pagamentos a docentes e fornecedores estão em causa.

/Lusa