Yuri Gripas /ABACA / POOL
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
A rede social Facebook apagou esta quarta-feira, pela primeira vez, uma publicação do Presidente norte-americano, Donald Trump, alegando que em causa estava um conteúdo com afirmações falsas sobre a covid-19.
Em causa está um vídeo de uma entrevista que Donald Trump concedeu à emissora Fox News e durante a qual afirma que as as crianças são “quase imunes” ao novo coronavírus, defendendo por isso que devem regressar às escolas.
“O vídeo inclui afirmações falsas de que um grupo de pessoas é imune à doença, o que representa uma violação das nossas políticas sobre desinformação“, informou um porta-voz da rede social liderada por Mark Zuckerberg, em declarações à agência AFP.
Esta é a primeira vez que o Facebook, que tem sido criticado por “tolerar” publicações do Presidente dos Estados Unidos com informação falsa ou errada, elimina uma publicação de Donald Trump, frisa o jornal britânico The Guardian.
Também a rede social Twitter baniu a conta para a campanha de reeleição de Donald Trump por causa do mesmo vídeo, escreve o semanário Expresso. E deixa um ultimato: enquanto não apagar o tweet que promove o mesmo vídeo sobre a alegada imunidade das crianças contra a covid-19, está proibida de fazer novas justificações.
O Twitter apresentou os mesmos argumentos do Facebook para justificar a sua ação: as imagens violam “as regras sobre a covid-19 e desinformação”.
O jornal norte-americano The Washington Post revelou esta semana que o Facebook não apaga publicações falsas de políticos no Facebook, ao contrário do que acontece com os restantes utilizadores da mesma rede social.
De acordo com o mesmo jornal, que analisou a base de dados do Facebook no que respeita a anúncios, a campanha de Donald Trump divulgou versões falsas de várias notícias pelo menos 22,5 milhões de vezes em mais de 1.400 anúncios, que custaram entre 350 mil dólares (cerca de 300 mil euros) e 553 mil (aproximadamente 453 mil euros).
Quanto à alegação do Presidente norte-americano sobre a alegada resistência das crianças contra o novo coronavírus, não há qualquer prova científica que permita concluiu que as crianças são praticamente imunes, havendo inclusive registo de crianças em estado grave depois de contraírem a doença.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Interessante os mesmos meios não terem uma política 'standard' para todos; tal como existem provas factuais - claro que desde que prestaram declarações e foram pressionados agora vemos a retaliação.
É muito simples: retira-los da secção 230 visto que se estão no papel de "censura" o mesmo artigo não faz qualquer sentido.
Há muito que o mesmo já devia ter sido retirado - e isto para que assim exista uma neutralidade e uma verdadeira liberdade de expressão de acordo com a Constituição dos EUA, e não uma farsa perpetuada pela big tech que contra estas paltaformas de "social media."