Nuno Fox / Lusa
O primeiro-ministro, António Costa, sabia da intenção de Pedro Nuno Santos, responsável do Governo pela pasta das Infraestruturas e da Habitação, de levar o plano de reestruturação da TAP ao Parlamento e nada fez para travar a ideia antes de o contradizer publicamente.
Tratou-se de uma “rasteira política“, segundo adiantou fonte próxima do processo à revista Sábado, que avançou a notícia neste sábado (26/12).
De acordo com a revista, Pedro Nuno Santos com Costa pelo menos duas vezes sobre a ideia de levar o plano de reestruturação da companhia aérea ao Parlamento.
Da primeira vez, Costa manifestou não gostar da ideia, sem dizer que a travaria.
Da segunda vez, Pedro Nuno Santos disse que falaria com o PSD, o maior partido da oposição, sobre o tema. “[António] Costa não pôs obstáculos. Se queria proibir, era aí que devia ter falado”, disse a mesma fonte à revista Sábado.
Certo é que Costa veio publicamente dizer que a reestruturação da TAP não passaria por votos nos Parlamento, defendendo que a matéria é estritamente da decisão do Governo, depois de a comunicação social noticiar precisamente o contrário.
“Não faz parte do nosso sistema constitucional que a AR se substitua ao Governo nas funções de governação. Quem governa, governa e deve sempre, é o que temos feito, procurar consensos amplos em matérias com efeito estrutural para o pais. Por isso temos estado a ouvir todos os partidos com assento na AR, para que o projeto TAP seja um projeto nacional e partilhado por todos”, disse António Costa.
Pedro Nuno Santos foi assim desautorizado por Costa depois de Marques Mendes ter revelado, no seu espaço de comentário na SIC e citando fonte governamental, que o Governo queria que o plano de reestruturação da TAP fosse votado pelos deputados.
“Quem anunciou, ou teve uma má fonte, ou se precipitou”, disse Costa.
O ministro das Infraestruturas assumiu depois publicamente que foi derrotado pelo primeiro-ministro na intenção de sujeitar o plano de reestruturação da TAP ao Parlamento. Em declarações ao semanário Expresso, o ministro assumiu a divergência. “Queria que fosse votado no Parlamento, mas não consegui. É pena”, disse Pedro Nuno Santos.
De acordo com a Sábado, a relação entre Costa e Pedro Nuno Santos não é a melhor e o ministro das Infraestruturas não esconde dos mais próximos o mal estar que a questão da reestruturação da TAP gerou entre ambos.
Em meados de dezembro, pouco depois de Costa ter desautorizado Pedro Nuno Santos, a Renascença já dava conta que o mal-estar entre Pedro Nuno Santos e o primeiro-ministro era “cada vez maior”, falando mesmo de uma situação de “quase rutura”.
No PS, escreve a mesma revista, diz-se que António Costa tudo fará para que Pedro Nuno Santos não lhe suceda na liderança do partido.
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Este barbudo é aquele que diz que as dívidas não são para pagar. No berloque ou no PCP é que ele devia estar ou daí mais à esquerda. Mas lá não tinha acesso à manjedoura. Nem ele nem o pai dele, segundo tenho ouvido dizer. Esta canalha estão na política mas é só para mamarem. Eles e a família toda deles. Esquerdalhos há muitos no PS e muitos vão votar na defensora dos terroristas. Acho que este palhaço também já disse que vai votar nesse estupor!!!