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Paulo Rangel

Paulo Rangel acusou o PS e o cabeça-de-lista Pedro Marques de “não levarem a sério” as eleições, criticando a “ambiguidade” do seu adversário.

O cabeça-de-lista do PSD, Paulo Rangel, voltou a lançar as garras a Pedro Marques, desta vez na Cerâmica Arganilense. Rangel, que não estava para brincadeiras, decidiu denunciar a “ambiguidade do cabeça-de-lista do PS que é incapaz de dizer se quer ou não quer assumir o seu mandato como parlamentar europeu ou se quer eventualmente ser comissário europeu“.

Para Rangel, Marques foi ambíguo na sua resposta, “esquivou-se”, sugerindo que a candidatura do socialista era de “aluguer” para seguir para comissário europeu.

Isto não é altura de brincar às eleições“, avisou. Para o social-democrata, ou Pedro Marques “quer mesmo ir para o Parlamento Europeu” ou “se não quer, tem de dizer que não quer, não pode viver na ambiguidade, não pode andar a enganar, não pode prometer que vai ser deputado para depois deixar de ser. Isso não pode ser”.

Esta ambiguidade, “revela que o PS e o seu cabeça-de-lista não levam a sério estas eleições”, atirou. Ainda assim, esta dualidade não o surpreende, uma vez que, “já em janeiro”, Portugal tinha tido “um ministro das Infraestruturas e do Planeamento que andou a prometer tudo a todos, a falar de milhares de milhões de euros para os próximos 10 anos, para chegar ao dia 18 de fevereiro e sair de ministro“.

No seu discurso, durante um jantar com militantes e simpatizantes da candidatura, em Arganil, Paulo Rangel manifestou indignação pela “visão burocrática e centralista” do Governo PS e avisou que o Portugal pode “perder o dinheiro” do fundo de solidariedade atribuído pela Comissão Europeia.

“O que existe é burocracia e mais burocracia e corremos o risco de chegar ao fim e perder o dinheiro e ter de o mandar para Bruxelas outra vez. É esta a consideração que o Governo de António Costa tem”, disse.

Rangel frisou que, dos 50 milhões de euros do fundo de solidariedade da Comissão Europeia, “metade foi para a administração central e outra metade está paralisada em burocracias”.

“Nem um cêntimo até agora a população destes territórios viu. Esta gente não merece o nosso voto, nem merece o nosso apoio”, apelou, considerando que no dia 26 de maio o PSD “tem todas as condições para uma enorme vitória”.

Na mesma linha dos comícios anteriores, adianta o Observador, Rangel insistiu nas falhas do Governo na saúde e na Proteção Civil. O candidato do PSD vê “indícios terríveis” em áreas como a mortalidade infantil. Para o social-democrata tudo isto está relacionado com “os cortes e as cativações” e acusa a ministra da Saúde, Marta Temido, de estar “constantemente a fazer bullying sobre o SNS”.

Além disso, acusou o Governo de Costa de ser o “governo mais eleitoralista de sempre”, que promove apenas “medidas ilusórias, que façam vista para ver se alguém vai votar.”

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