António Pedro Santos / Lusa
O ex-juíz desembargador Rui Rangel
O ex-juiz Rui Rangel, arguido na Operação Lex, terá assinado quase 300 acórdãos redigidos pela mulher, a juíza Fátima Galante. Uma das decisões permitiu a libertação de José Sócrates.
Os indícios surgem num acórdão ao qual a SIC teve acesso. O documento revela que, pelo menos entre 2008 e 2018, Rui Rangel disponibilizou a Fátima Galante, também arguida na Operação Lex, informação processual relativa a processos-crime que lhe eram distribuídos. Rui Rangel quebrou, assim, o sigilo profissional e até o segredo de justiça a que alguns casos estavam sujeitos.
O Correio da Manhã escreve também que a decisão que permitiu libertar o antigo primeiro-ministro José Sócrates na Operação Marquês foi escrita pela mulher do ex-juiz. A decisão já não é reversível, mas o mesmo poderá não acontecer noutros processos, em que os arguidos poderão pedir a revisão das decisões.
“Tens a papinha toda feita”, lê-se numa troca de mensagens entre os dois apanhada na Operação Lex. “Acórdão corrigido para o caso de quereres fazer emendas”, lê-se ainda numa outra mensagem enviada por Fátima Galante.
Há ainda correspondência eletrónica em que o próprio Rui Rangel pede à sua mulher para lhe elaborar acórdãos: “Só falta um acórdão. Por favor manda com antecedência. Obrigado. Bjs [sic]”. Alguns dias mais tarde, a juíza da secção cível responde: “Aí vai outra vez. Foi este que eu ‘inventei’ as conclusões de um dos arguidos”.
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E são estes os juízes em portugal, portanto o que é que se pode esperar da justiça?
Aquilo que temos ou seja não temos justiça alguma, apenas defensores da corrupção disfarçados de juízes!