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Psicólogo Quintino Aires no programa Você na TV da TVI
O psicólogo Quintino Aires, acusado de racismo pela forma como falou da etnia cigana, diz que só deu a sua “opinião” e que tem “direito de o fazer”, depois de a Ordem dos Psicólogos ter falado em declarações com “extrema gravidade” e de um dirigente do Bloco de Esquerda o ter comparado a Hitler.
Quintino Aires disse no programa da TVI “Você na TV” que a maioria dos elementos da comunidade cigana “trafica droga e não trabalha” e que “não respeita as normas do país onde vive”.
Esta posição pública levou a Ordem dos Psicólogos (OP) a criticá-lo e a levar o caso ao seu conselho jurisdicional, depois de já no passado lhe ter aplicado sanções que não conseguiu levar avante.
Quintino Aires reage, em declarações ao Correio da Manhã, considerando que é “absurdo”
que a OP se pronuncie sobre o caso, mas salientando que não está “surpreendido” que isso aconteça.“Qualquer coisa que eu diga ou faça, e que suscite uma opinião diferente, é logo motivo para a direcção da Ordem se organizar para tentar a minha expulsão”, queixa-se o psicólogo.
“Limitei-me a expressar uma opinião sobre um fenómeno sociológico e tenho o direito de o fazer”, diz ainda Quintino Aires sobre as acusações de racismo que lhe imputam.
A Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial está a analisar o caso e, caso conclua que está em causa um crime de discriminação racial, o processo será encaminhado para o Ministério Público e Quintino Aires arrisca uma pena de prisão.
Entretanto, na página de Facebook do Instituto Quintino Aires salienta-se também, que a opinião que ele manifestou “sobre a segregação da etnia cigana não é de todo racista ou xenófoba, pretende sim denunciar o modelo caritativo assistencialista-paternalista vigente”.
O Instituto está a promover uma petição pública em defesa do psicólogo, onde se alega que ele “disse o que por vezes muita gente tem medo de dizer com medo de represálias”.
Dirigente do Bloco compara Quintino Aires a Hitler
O sociólogo João Teixeira Lopes, professor universitário e dirigente do Bloco de Esquerda, escreveu sobre o caso num artigo de opinião no Público intitulado “Quintinices“, onde insinua que o psicólogo tem como objectivo “ser popular e adorado pelas massas” alimentando-se “do que parece – mas não é – a realidade dos factos”.
“As quintinices são alegorias maldosas e banais sobre o cigano, o pobre, a mulher, o gay, o muçulmano, o cristão, o judeu, o comunista”, aponta o sociólogo, frisando que “quando é preciso transformar o medo interior em medo social, colectivo e partilhado, emergem as quintinices”.
“Hitler, outro vocacionado para as quintinices, resolveu a questão matando judeus e ciganos em campos de concentração“, escreve ainda João Teixeira Lopes.
“A ignorância não é mesmo nada fixe”, conclui, “mesmo que se tenha um batráquio em vez de cérebro”.
SV, ZAP
“Limitei-me a expressar uma opinião sobre um fenómeno sociológico e tenho o direito de o fazer”. Quando alguém diz que uma pessoa é gorda, sendo esta efectivamente gorda, isso não é difamação. Agora quando alguém diz que TODOS são gordos, quando não é ou torna-se difícil (se não impossível) comprovar, isso sim é difamação. Não! Não tens o direito de o fazer! Quando estivermos numa ditadura pode ser que sim, mas enquanto estivermos num estado de direito, NÃO!
Escusam de comentar este comentário (e aqui vai um insulto para quem o fazer - "#»%$$"!). Este é um bitaite que gostaria que chegasse ao anormal que se diz profissonal de psicologia. Infelizmente não chegará. E, infelizmente ele não será acusado de nada. Mais um golpe para ter mais popularidade. Esse sim, foi uma grande jogada, ó Quintino! As pessoas até podem nem te consultar, mas que és popular és. Parabéns!