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Há cada vez mais queixas motivadas por atrasos nas atribuições e pagamento de pensões, escreve o Correio da Manhã esta sexta-feira, dando conta que este tipo de reclamações aumentou cerca de oito vezes nos últimos três anos.

De acordo com números da Provedoria de Justiça, citados pelo matutino, até novembro do ano passado, foram recebidas 1.600 queixas contra o Centro Nacional de Pensões. Em média, registam-se quatro reclamações diárias.

Em 2017, este valor rondava as 200 reclamações, mas acabou por disparar em 2018, atingindo as 923. Em 2019, este valor quase duplicou.

De acordo com o Correio da Manhã, os atrasos no processamento e pagamento de pensões foram os principais motivos apresentados por quem reclamou.

Cerca de 14.300 processos estavam no final do ano passado pendentes de atribuição de pensões de velhice, sobrevivência e invalidez. Ainda assim, estes números mostram uma melhoria face a 2018, ano em que se registavam 32.400 processos na mesma situação.

O gabinete da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, defende-se, dizendo que há até melhorias em alguns prazos. “Nas pensões de velhice, o prazo médio de deferimento reduziu para 139 dias em novembro (face a 166 dias em dezembro de 2018)”, adiantaram ao matutino.

Por sua vez, a Provedoria de Justiça disse estar a acompanhar a situação.

“Continuamos a acompanhar a situação e a aguardar os resultados das medidas adotadas pelo Governo e pelo Instituto de Segurança Social, estando a ser efetuadas operações de monitorização do tratamento conferido aos requerimentos entrados no Centro Nacional de Pensões, a fim de verificar a evolução das pendências”.

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