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Quase 21 toneladas de cera foram queimadas no tocheiro do Santuário de Fátima em menos de 24 horas, entre domingo à noite e segunda-feira à tarde, dia em que começou a peregrinação internacional aniversária, revelou fonte da instituição.
“Das 22h do dia 11 até às 18h do dia 12, foram queimadas 20,8 toneladas de cera”, disse a mesma fonte.
Durante todo o dia de segunda-feira, as filas de pessoas junto ao tocheiro, ao lado da Capelinha das Aparições, foram frequentes.
O administrador do Santuário de Fátima, padre Cristiano Saraiva, referiu à agência Lusa que esta “é uma tradição já de longa data que continua a estar enraizada na religiosidade popular”.
Para o sacerdote, o entendimento do santuário é de que a vela “é uma identificação com Cristo, luz do mundo, e, ao mesmo tempo, é a colocação junto de Nossa Senhora – e é esse o sentido dos peregrinos – que simboliza a sua presença”.
“Ao mesmo tempo, invocam a proteção de Nossa Senhora para a sua dimensão cristã, para as dificuldades da sua vida”, adiantou o administrador do santuário.
Segundo Cristiano Saraiva, “há pessoas que não podem vir e pedem a outras que, em sua vez, possam acender uma vela a Nossa Senhora”, acrescentando: “No fundo, as pessoas reveem-se na sua presença naquela vela, naquela chama que apresentam diante de Nossa Senhora”.
No dia 12 de maio de 2013, cerca de 18 toneladas de cera – velas e, também, artigos que reproduzem parte e órgãos do corpo humano – foram derretidas no tocheiro do recinto. O número foi semelhante ao verificado em 2012, quando foram derretidas 19 toneladas.
/Lusa
As velas custam dinheiro e com tanto desperdício, os beatos e beatas deste país atrasado, teriam dado de comer a muito boa gente que passa fome e bem gostaria de trabalhar para não estar na situação em que se encontra. O 25/04/1974 não serviu de facto para grande coisa, a não ser para engordar uma série de oportunistas vindos sabe-se lá de onde. Futebol e Fátima, pelo menos, continuam a ser as prioridades que já existiam no tempo da ditadura...ao fim de 40 anos, continua tudo na mesma, pelos vistos nem daqui a 400 anos!?