Yuri Kochetkov / EPA
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou os países que apoiam Juan Guaidó, que se auto-proclamou Presidente interino da Venezuela no fim de janeiro, questionado mesmo se serão “loucos”, noticia a agência AFP.
“A minha vontade é de perguntar àqueles que apoiam [Juan Guaidó]: mas vocês são loucos ou quê? Vocês entendem onde é que isso vai levar?”, indagou o Presidente russos, esta quinta-feira, à margem de um fórum económico em São Petersburgo, realizado durante a visita oficial do Presidente da China, Xi Jinping, à Rússia.
A informação, avançada pela AFP, cita agências russas, cujos diretores estiveram reunidos com Vladimir Putin esta quinta-feira.
“Um homem chega a uma praça, olha para o céu e, perante Deus, declara-se como chefe de governo. Alguma vez isto pode ser normal? Se assim for, então haverá caos em todo o planeta”, considerou Vladimir Putin, apoiante de Nicolás Maduro
“Se escolhessem o Presidente dos Estados Unidos desta forma, ou em qualquer outro lugar, se no Reino Unido elegessem o primeiro-ministro ou em França escolhessem o Presidente desta mentira, o que seria?”, questionou.
Apesar de considerar o auto-proclamado Presidente da Venezuela “boa pessoa”, Putin reitera que a crise no país “deve ser resolvida pelo povo venezuelano”.
A Rússia, recorde-se, a par da China, são os principais países que apoiam a Presidência de Nicolás Maduro. Mais de 50 países, entre os quais está Portugal, Estados Unidos, Brasil, Canadá e grande parte da Europa, reconhecem a legitimidade de Juan Guaidó como Presidente interino para convocar eleições presidenciais antecipadas.
Bolívia, China, Cuba, México, Nicarágua, Rússia e Turquia apoiam Maduro.
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Por uma vez o Putin tem toda razão.
Receita para mudar um governo à distância:
1 - Isola-se o País-alvo com boicotes económicas e mentiras;
2 - Declara-se que o País-alvo está a ser mal governado;
3 - Procura-se um marioneta;
4 - Envia-se ajuda humanitária a ser distribuída por pessoas que vestem roupa de cor amarela clara (misericórdia católica);
5 - Estrangula-se a economia do País-alvo com demonstrações de força perpetrada por elementos da classe média-alta;
6 - Ao não vender medicamentos ao País-alvo, mina-se a confiança do povo no seu governo, matando entretanto muitos cidadãos.
etcetera
Putin tem razão, claro.
Imagina se não havia esta voz de razão, mas apenas aquilo que os nossos governantes nos querem deixar crer . . .