Yuri Kochetkov / EPA

Vladimir Putin disse num discurso à nação que a Rússia vai responder caso os Estados Unidos decidam implementar os novos mísseis de alcance intermediário na Europa.

Esta resposta, disse o presidente russo citado pelo The Washington Post, terá como alvo não só os países onde os norte-americanos implementaram o armamento, mas os próprios Estados Unidos.

Putin garantiu ainda que estão completos os testes de um novo míssil e drone com capacidade nuclear e que essas armas estão preparadas para serem incluídas no arsenal do país.

Segundo o The New York Post, Putin rejeitou as acusações dos Estados Unidos de que a retirada do tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário em 1987 foi motivada por violações russas do pacto, acusando ainda os EUA de falsas acusações contra a Rússia para justificar sua decisão de sair do pacto.

Putin disse ainda que a Rússia não será a primeira a implantar novos mísseis de alcance intermediário na Europa, mas alertou que vai retaliar se os EUA colocarem esses mísseis no continente.

“É o direito deles pensarem como querem. Mas conseguem contar? Tenho a certeza que sim. Vamos deixá-lo contar a velocidade e o alcance do sistema de armas

que estamos a desenvolver”, disse o presidente russo, acrescentando que “a Rússia será forçada a criar e implementar tipos de armas que possam ser utilizados não só em relação aos territórios de onde surge a ameaça direta, mas também em relação aos territórios onde os centros de decisão estão localizados”.

Para Putin, segundo o Observador, caso os Estados Unidos implantem novos misseis na Europa, a Rússia não tem escolha: terá que responder, pois esta situação iria reduzir drasticamente o tempo que leva os mísseis norte-americanos a alcançar a Rússia, algo que, segundo o líder russo, constitui uma ameaça direta.

“Sabemos como fazer isto e vamos implementar estes planos imediatamente, logo que as ameaças se tornem uma realidade”, acrescentou.

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