Generalitat de Catalunya / Wikimedia

O presidente da Generalitat de Catalunya, Carles Puigdemont

O presidente catalão, Carles Puigdemont, insistiu que aplicará “o que diz a lei” catalã do referendo, suspensa pelo Tribunal Constitucional, que prevê a declaração da independência após o anúncio dos resultados oficiais do referendo de 01 de outubro.

“A declaração de independência, a que nós não chamamos declaração ‘unilateral’ de independência, está prevista na lei do referendo como aplicação dos resultados. Aplicaremos o que diz a lei”, asseverou Puigdemont no programa “30 minutos”, transmitido pela estação televisiva autonómica TV3.

O dirigente catalão admitiu também não ter contacto com o Governo central. “Há algum tempo que não temos, porque eles se recusam a falar sobre este tema. Eles queriam que não se falasse deste tema”.

O que está a acontecer na Catalunha é real, gostem ou não. São milhões que votaram, que querem decidir, temos que falar disto. De que é que pensam que havemos de falar? Porque é que pensam que as pessoas se mobilizam? As pessoas não se movem e fazem frente à violência policial por uma reforma do modelo de financiamento”, diz.

Sejamos honestos todos juntos. Temos que falar da Catalunha, e não querem falar dela”, frisou Puigdemont, cujo Governoconsiderou válido o referendo cuja realização foi proibida pelo Tribunal Constitucional e que o executivo de Madrid considera estar manchado por uma série de irregularidades.

As tensões entre Madrid e os separatistas no poder na Catalunha desde o início de 2016 mergulharam o país na mais grave crise política desde o regresso da democracia em 1977.

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