Alberto Estevez / EPA
O presidente da Generalitat de Catalunya, Carles Puigdemont
Um programa da televisão espanhola teve acesso a mensagens enviadas pelo ex-líder do governo catalão a um antigo elemento da Generalitat.
O antigo líder do governo catalão sente-se sacrificado pelos seus, derrotado e ter-se-à rendido. Pelo menos, é isso que dá a entender nas mensagens trocadas com o anterior elemento do seu governo, Antoni Comín.
“O plano de Moncloa triunfa”, começa, referindo-se à sede do governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy. “Só espero que seja verdade que graças a isto possam sair todos da prisão. Se não, o ridículo histórico é histórico”, acrescenta, segundo as mensagens reveladas pelo programa.
O líder do Juntos pela Catalunha já reconheceu que as mensagens são verdadeiras. “Sou humano e há momentos em que também tenho dúvidas”, escreveu no Twitter.
O ex-líder do governo catalão aproveitou para criticar a postura do canal televisivo. “Há limites, como a privacidade, que nunca devem ser violados”.
As mensagens terão sido obtidas por Ana Rosa Quintana, da Telecinco, que se terá limitado a filmar o telemóvel de Toni Comín enquanto este as recebia numa sala cheia de jornalistas, segundo o Diário de Notícias
.“Suponho que tenhas claro que isto acabou. Os nossos sacrificaram-nos, pelo menos a mim. Vocês serão conselheiros (espero e desejo), mas eu estou sacrificado tal como sugeria Joan Tardà”, diz o líder do Juntos pela Catalunha, referindo-se a uma ideia defendida no domingo pelo porta-voz da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).
“Não sei o que me espera na vida (espero que muito), mas dedicá-la-ei a por em ordem estes dois anos e a proteger a minha reputação. Fizeram-me muito mal, com calúnias, rumores, mentiras, que aguentei por um objetivo comum. Isso acabou e tenho de dedicar-me à autodefesa”, escreve.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Sinceramente? profundamente lamentável pelos valores que acreditamos e que abdicamos. A ditadura disfarçada de moncloa. Espero que este raroyzinho seja destroçado assim como destruiu a paz douradora, e que destruiu por completo. O tempo o dirá afinal quem tem razão. Isto é uma derrota não para aqueles que votaram por expressa vontade, sim pela Democracia, há muito tempo "Podre" de uma €uropa caquéctica e desajustada da realidade dos povos que a integram. Isto num quadro político e adverso, à vontade popular, expressa nas urnas e sem bastonada, como era do interesse do porco raroyzinho. Acredito que com esta vitória porca da ditadura da moncloa seja o fim deste ditador raroyzinho miserável. Tenho dito.