O cineasta Woody Allen tentou vender as suas memórias a pelo menos quatro editoras, que rejeitaram a oferta, nm momento difícil para o diretor após o ressurgimento de acusações de abuso sexual à sua filha adotiva, Dylan Farrow.
Executivos de várias editoras confirmaram ao The New York Times que um agente representando Allen ofereceu as suas memórias no final do ano passado. Os editores decidiram não fazer ofertas, em grande parte “por causa da publicidade negativa” que pode ter resultado do trabalho com Allen.
De facto, alguns editores até se recusaram a ler o material, um manuscrito completo e usaram a palavra “tóxico” ao descrever os desafios de trabalhar com Allen no ambiente atual. Assim, especificaram que, embora o cineasta continue a ser uma figura cultural importante, os riscos comerciais de publicar algumas das suas memórias eram muito desanimadores.
Enquanto fontes próximas ao diretor consultado pelo jornal não responderam, um agente de Allen, John Burnham, ICM Partners, recordou que “o mantra padrão para trabalhar com Allen é que não pode se falar sobre o seu negócio.”
O escritor, de 82 anos, nega
desde o início as acusações da filha. Mas, apesar das inúmeras inconsistências nas acusações, apontadas pelos que acreditam na inocência de Woody Allen, a sua carreira foi claramente afetada pela denúncia de Dylan Farrow.Colin Firth disse que não voltaria a trabalhar com Allen, chega agora também a notícia de que o seu mais recente filme, “A Rainy Day in New York”, cuja estreia estava prevista ainda para este ano, pode não chegar a ser lançado.
Este silêncio editorial é um novo golpe na carreira e no legado de Allen, atualmente imerso numa batalha legal com a Amazon. A gigante do audiovisual cancelou o seu contrato de quatro filmes com o diretor e, em resposta, Allen processou a empresa por 68 milhões de dólares.
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Um absurdo o que estão fazendo com esse génio. Uma injustiça. Sem palavras para descrever tamanha indignação. Eu sou apaixonada pela sua obra. Sua inteligência, seu humor debochado.