O cão que aparece a ser maltratado por um adolescente num vídeo que gerou uma onda de revolta em todo o país foi retirado ao adolescente.
Na sequência de milhares de queixas por maus tratos ao cão, as autoridades retiraram esta sexta-feira a guarda do animal a Gonçalo Correia, o jovem de 19 anos que colocou nas redes sociais um vídeo em que bate no cão e o pendura na paret de fora da janela de casa.
“A PSP, acompanhada de uma veterinária, esteve na residência do jovem, que foi identificado, juntamente com o pai, e o cão foi retirado, ao abrigo da legislação que criminaliza os maus-tratos a animais”, revelou ao CM fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
Segundo a PSP, será agora “elaborado expediente para remeter ao tribunal”. O jovem incorre numa pena de prisão de até um ano por crime de maus-tratos a animais.
[two_third last=”no”]Conhecido na Internet como Gonçalo Carter, o jovem filmou-se a maltratar o seu cão, ainda bebé, gerando uma onda de revolta que passou as fronteiras do país.O jovem pediu desculpas, através do Facebook, publicando nomeadamente um outro vídeo para tentar provar como gosta do seu cão.
Mas a polémica gerada e violentas críticas recebidas forçaram Gonçalo a retirar o vídeo, que no entanto tinha já sido reproduzido e partilhado por todo o lado.
Gonçalo Carter garantiu ao CM que foi tudo “uma brincadeira, para testar a reacção das pessoas”, e que está “em pânico com as várias ameaças de morte” que diz ter recebido, que o terão mesmo levado a encerrar a sua página no Facebook.
“Foi uma estupidez e se voltasse atrás não o faria, mas não é preciso ameaçar de morte. Não fiz mal ao cão. Fora da janela só apanhou ar, a veterinária que o levou viu que estava super saudável”, diz Gonçalo.
Na sequência da divulgação do vídeo, foram apresentadas centenas de queixas na PSP e GNR por maus-tratos a animais.[/two_third][one_third last=”yes”] [/one_third] A associação Animal anunciou entretanto no seu Facebook ter apresentado queixa-crime no Ministério Público de Loures, por maus-tratos a animais.
“A associação ANIMAL fez chegar o caso ao Ministério Público de Loures e de Lisboa: fez uma queixa-crime e requereu a perícia e apreensão cautelar, não só do cachorro que aparece no vídeo mas também de todos os animais que forem encontrados na residência e/ou na posse do denunciado“, refere a associação, em nota publicada esta quarta-feira rede social.
Já hoje, a associação publicou uma nova nota, condenando “quaisquer ameaças de justiça popular“.
“Essa não é a nossa linha de acção e não aprovamos esse tipo de mensagem nas nossas redes sociais. Contudo, e como é compreensível, não temos capacidade humana nem logística para apagar todos os comentários menos próprios que encontramos“, diz a associação.
“A nossa intenção é sempre a de ter um papel pedagógico e lutar contra a violência”, conclui a nota, “somos contra qualquer tipo de violência, que, na verdade, só gera mais violência“.
Em julho de 2014, o Parlamento aprovou a lei que criminaliza os maus-tratos a todos os animais.
AJB, ZAP
Ok. O cão está safo. Quanto ao puto, para que possa ter uma segunda oportunidade e possa compreender a estupidez que fez, espero que algum tribunal decrete vários dias de trabalho num qualquer canil municipal. Este é o caso concreto onde penso que o trabalho a favor da comunidade pode funcionar.