Um vídeo divulgado nas redes sociais está a gerar polémica e a levantar acusações de abuso de força contra agentes da PSP que detiveram um homem, alegadamente deficiente psíquico, num supermercado em Loures, no distrito de Lisboa.

Nas imagens, é possível ver um agente a agarrar um homem e a atirá-lo ao chão, numa superfície comercial, alegadamente um Pingo Doce em Loures, enquanto este grita e resiste.

“Senhor agente, não faça isso”, é o apelo que se ouve, como voz de fundo do vídeo, enquanto o homem no chão vai gritando “filmem isto, filmem”. Uma senhora idosa, que será mãe do cidadão detido, tenta afastar o polícia. “Calma, ele é doente”, ouve-se.

As circunstâncias que antecederam esta situação não são conhecidas, mas o autor do vídeo, que não é identificado, assegura que o “polícia usou da força para imobilizar” o indivíduo que estaria “aparentemente exaltado”, conforme cita o Jornal de Notícias.

O Correio da Manhã apurou, junto de fonte da PSP, que o homem estaria “a retirar dos tapetes das caixas do supermercado os produtos comprados por outros clientes” e que “não se mostrou cooperante, pelo que foi detido por desobediência, resistência e coacção”.

Ao jornal i, fonte oficial da PSP reforça que o homem “estava a causar desacatos”, empurrando “a cancela das caixas de pagamento” e com “um tratamento hostil e agressivo para com as funcionárias”.

O agente da força policial que estava a prestar “serviço remunerado” no supermercado solicitou ao indivíduo para “abandonar o local”, o que ele recusou, mantendo o comportamento agressivo, refere a PSP ao i.

“Atendendo à contínua perturbação, à recusa em abandonar o local ou em acatar qualquer ordem do agente e finalmente à recusa em se identificar, foi-lhe dada voz de detenção”, afiança a mesma fonte.

“Uma vez que o cidadão resistiu à algemagem, tal obrigou o agente e os seus colegas que entretanto chegaram em apoio, a utilizar a força para o imobilizar, de acordo com os procedimentos definidos”, conclui a PSP.

Num segundo vídeo, é possível ver três agentes a tentarem imobilizar o homem, enquanto um quarto acalma a senhora idosa que será sua mãe.

Fonte oficial do Pingo Doce revelou ao Diário de Notícias que o caso está “em processo de averiguação interna” e que não há ainda “informação integral da situação”.

Certo, de acordo com esta mesma fonte, é que “o normal funcionamento” do supermercado “estava a ser perturbado e que o agente terá procurado repor a ordem“.

Entretanto, o cidadão terá já sido libertado, avança o CM, e deverá apresentar-se perante um juiz esta quinta-feira.

[sc name=”assina” by=”SV, ZAP”]