Vítor Pires / portugal.gov.pt

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com o líder do PS, António Costa

O PSD coloca-se do lado do PS na questão da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), votando favoravelmente uma proposta socialista considerada vital pelo novo governo.

Uma fonte parlamentar do PSD confirmou o voto favorável do partido na proposta do PS, que reduz para metade a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões mais elevadas, conforme declarações à Lusa divulgadas pelo Jornal de Notícias, salientando que é uma questão de “convicção”.

Os sociais-democratas tinham já defendido medidas semelhantes para a CES e por isso “não vão criar um obstáculo”, salienta a mesma fonte.

Esta ideia surge um pouco em contraponto com as declarações de Passos Coelho que assumiu que não estava disposto a facilitar em nada a vida a António Costa, chegando a dizer que, caso o novo governo precisasse de votos da direita, deveria demitir-se.

Também o CDS defende os mesmos princ‭ípios quanto à CES, votando igualmente ao lado do PS esta matéria.

Há assim, um consenso alargado no Parlamento, relativamente a esta questão, com a proposta aprovada com votos da direita e da esquerda.

Em termos concretos, a proposta socialista para a CES prevê uma redução para metade, determinando que, em 2016, as pensões com valores entre os 4611,42 euros e os 7126,74 euros paguem 7,5%, enquanto as superiores paguem 20%.

Em 2017, a CES é suspensa.

Funcionários públicos vão ganhar mais a partir de Março

A eliminação faseada dos cortes salariais na Função Pública foi também aprovada no Parlamento, nesta sexta-feira, com os votos da Esquerda. PSD e CDS votaram contra.

Havia dúvidas quanto à posição do PCP, mas os comunistas aprovaram a proposta socialista que prevê a devolução faseada dos salários da função pública, em quatro fases, ao longo de 2016.

As novas regras da sobretaxa foram também aprovadas com votos favoráveis dos partidos da Esquerda e votos contra do PSD e do CDS.

ZAP