José Sena Goulão / Lusa

A sondagem interna do PSD dá esta semana uma vantagem de 6 pontos percentuais à coligação sobre o PS nas próximas eleições legislativas – um valor nunca até agora atingido e que está a deixar os dirigentes do PSD e CDS eufóricos.

Os resultados obtidos nas sondagens realizadas pela Pitagórica para o PSD nas últimas semanas, a apontar para um empate técnico ou uma aproximação entre a coligação e o PS, mantiveram os dirigentes do PSD e CDS na expectativa de que seria possível lutar pela vitória nas legislativas de Outubro.

Mas ao que jornal i apurou, a última previsão da empresa de sondagens aponta para uma vantagem de 6 pontos da coligação sobre o PS – uma diferença inesperada, que se afasta da margem de erro técnico, e que está a deixar os dirigentes dos dois partidos eufóricos.

Segundo revela ainda o i na sua edição desta sexta-feira, também a avaliação das qualidades de Passos Coelho face a António Costa sofreu alterações, com uma clara diminuição da vantagem do líder do PS sobre o primeiro-ministro.

Uma fonte citada pelo jornal diz que “é apenas uma sondagem e tudo pode mudar para a semana”, mas cresce no seio do PSD a ideia de que as sucessivas polémicas com os cartazes eleitorais do PS poderá ter contribuído para a evolução da tendência de voto.

Também a divisão no PS quanto à questão das eleições presidenciais, nomeadamente após a decisão de Maria de Belém Roseira

de avançar à revelia da direcção do partido, é apontada como “um sinal de desunião que dá má imagem do PS junto do eleitorado”.

Também por isso, a “ordem” dentro do PSD é a de manter um clima calmo e de união, “sem casos”, e principalmente evitar o avanço de qualquer candidatura presidencial antes das legislativas.

A “ordem” é principalmente dirigida, segundo o i, a Rui Rio, o único dos candidatos da direita que tinha admitido avançar já.

A estratégia do PSD passa por assumir uma posição para as presidenciais apenas depois de conhecido o resultado das legislativas – e em função deste.

Se a coligação ganhar, Passos Coelho não deverá interferir na disputa presidencial entre Marcelo, Santana e Rio.

Mas se o PS vencer, o cenário é completamente diferente.

A eventual demissão de Passos da liderança do PSD abre as portas da sua sucessão a Rui Rio, e “obriga” a direita a apostar em Marcelo Rebelo de Sousa – o melhor colocado para ganhar as presidenciais a qualquer candidato da esquerda.

ZAP