António Cotrim / Lusa

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Pedro Marques, considerou que o PSD tem vindo a subir nas sondagens porque parou de “andar aos tiros”, deixando de ser um “partido de kamikazes”.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, esta sexta-feira publicada, o candidato socialista analisa a subida de mais de doze pontos percentuais do PSD em algumas sondagens, que tem surgindo também noutras projeções empatado com o PS.

“Nas primeiras sondagens da Aximage o PSD era um partido de kamikazes, andavam aos tiros uns aos outros. Entretanto o PSD parou com essa situação e tornou-se aquilo que é normalmente, um partido importante da nossa democracia”, começou por dizer.

“Já o PS tornou-se uma referência europeia com os resultados que temos em Portugal de uma alternativa política que construímos e que conseguimos afirmar na Europa, dentro do quadro dos tratados”, sustentou.

Pedro Marques negou que o primeiro-ministro, António Costa, tenha ameaçado demitir-se para estancar a queda do PS nas sondagens. “António Costa não tentou provocar uma crise política, tentou evitar uma crise orçamental. Fez um aviso àqueles partidos políticos a dizer que “se esta bomba orçamental rebentar nas mãos dos portugueses, vamos a eleições”.

“Numa quinta-feira à noite PSD, CDS, Bloco e PCP juntaram-se em coligação negativa e a direita deu uma cambalhota”, atira o cabeça de lista do PS.

O socialista vai ainda mais longe, considerando que a ameaça de António Costa não implica o fim da geringonça. Esta posição tinha já sido defendida

pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

“Não faço esse tipo de cenários. Houve uma situação concreta em que Bloco e PCP se aliaram à direita, indo claramente longe demais, que foi depois, espero, travada pela ação corajosa do primeiro-ministro e do Governo. Continuaremos a executar, até ao fim da legislatura, o mandato que resulta do último Orçamento aprovado com esses partidos. Cenários pós-eleitorais dependem dos resultados que aconteçam“.

E frisa: “Mas ficou ainda mais claro para os portugueses que o partido onde está a responsabilidade orçamental é o PS. Porque fomos nós que entregámos os défices mais baixos da democracia e porque não nos metemos em aventuras”.

Questionado sobre se pediu, no passado, a António costa para sair do Governo, Pedrou Marques negou. “Não. Estou aqui completamente comprometido. Estive comprometido até ao último dia enquanto integrei o Governo”, reiterou.

A eleições europeias arrancam a 23 de maio. Portugal vai às urnas a 26 do mesmo mês.

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