António Pedro Santos / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhado pelo presidente do PSD, Rui Rio

A hipótese de Rui Rio estender a mão a António Costa para salvar a viabilização do Orçamento do Estado para 2021 é cada vez mais remota.

Para o PSD, os avanços e recuos dos antigos parceiros de geringonça – Bloco de Esquerda e PCP – não passam de uma encenação artificial e não acredita que o país esteja à beira de uma crise política, avança o Expresso esta segunda-feira.

Certo é que António Costa deixou claro que não precisa do PSD para nada. “No dia em que a subsistência deste Governo depender de um acordo com o PSD, nesse dia este Governo acabou”, disse o primeiro-ministro numa entrevista concedida ao Expresso na semana passada.

Para viabilizar o Orçamento do Estado, basta a abstenção

do Bloco de Esquerda. Neste sentido, e de forma a agradar os bloquistas antes de estes alinharem, o Governo apressou-se a aprovar a descida do IVA da luz, um passo que é interpretado como um sinal de capitulação dos socialistas perante o Bloco.

No entanto, Costa terá de convencer Catarina Martins a aceitar um Orçamento que deixe a porta aberta a novas injeções de capital público no Novo Banco – e os bloquistas já deixaram claro que não estão dispostos a alinhar.

Ao Expresso, alguns sociais-democratas adiantaram que o cenário é de que Costa terá de aguentar esta luta, cedendo no que não quer ceder e lidando com uma crise que ninguém antecipava.

Quanto ao PSD, está na hora de vestir a pele de oposição. Depois de uma temporada em que se tornava essencial colaborar na hora da emergência, o PSD vai afirmar uma alternativa e endurecer o tom.

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