Os Conselhos Nacionais de PSD e CDS aprovaram o apoio a Marcelo Rebelo de Sousa como candidato às eleições presidenciais de 24 de Janeiro de 2016.
Apesar do discurso centralista do professor, que não tem agradado particularmente aos dois partidos da Coligação, sociais-democratas e populares vêem-se obrigados a apoiar Marcelo, não existindo qualquer outra opção de direita à vista.
A possibilidade Rui Rio esfumou-se, depois de o ex-presidente da Câmara do Porto se ter retirado da corrida.
Ainda houve rumores de que estaria a ser pressionado para voltar, mas Rio não parece disposto a entrar numa eleição que tem, à partida, Marcelo como vencedor quase certo.
Na última sondagem em torno dos candidatos presidenciais divulgada pelo Jornal de Notícias, o ex-comentador da TVI soma 62% dos votos, o que lhe garantirá a eleição logo à primeira volta.
Os candidatos do universo socialista, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém, ficam muito distantes, com 15% e 14% dos votos, respectivamente.
Marcelo tem optado por um discurso centralista e ganha votos até entre eleitores do PS e do Bloco de Esquerda
.As posições do professor, que até já disse que espera que o governo de António Costa seja duradouro, em nome dos interesses do país, não têm agradado ao PSD, nem ao CDS.
Mas o que é certo, é que Marcelo é o único trunfo possível para os partidos da Coligação pensarem em equilibrar um pouco a balança do poder.
Foi isso mesmo que sublinhou Paulo Portas, antes da reunião do Conselho Nacional do CDS, que se realizou na quinta-feira à noite, destacando que já há um presidente da Assembleia da República socialista, um primeiro-ministro socialista, um governo socialista e um presidente da Câmara Municipal de Lisboa socialista.
“Não há vantagem em acrescentar a esta lista um Presidente da República socialista”, atira o líder do CDS citado pela TVI.
Do lado do PSD, justifica-se o apoio a Marcelo com uma espécie de farpa ao PS, notando-se que o candidato oferece garantias de “fidelidade aos compromissos europeu e atlântico de Portugal”, conforme se regista na comunicação feita após a reunião do Conselho Nacional, que terminou já na madrugada de quinta-feira.
O porta-voz do PSD, Marco António Costa, acrescentou, em conferência de imprensa, que, “atendendo às candidaturas que se apresentaram”, Marcelo é quem “dá mais garantias a Portugal de ter a preparação indispensável para um exercício competente, responsável, do cargo de Presidente da República”.
SV, ZAP
Pois é pois é! Entretanto essas estatisticas são pura poesia: não é q nas ultimas eleições se supunha 'uma enorme afluencia' e se concluiu com 'uma abstenção sem igual'? Dêem a palavra ao Paulo Morais e vocês vão ver quem vai à segunda volta!!!!!!!!!!