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José Silvano, secretário-geral do PSD

O PSD criou uma lista negra de empresas que levaram o partido a tribunal. Em causa está, principalmente, a falha do pagamento de dívidas.

A direção do Partido Social Democrata (PSD) enviou um documento às estruturas locais com orientações para não fazerem negócios com empresas que agiram judicialmente contra o partido. Estes são maioritariamente fornecedores que apresentaram processos de execução de dívidas por valores nunca saldados, escreve o semanário Expresso.

Ao todo são mais de 40 empresas com quem o PSD se recusa a fazer negócio “sem a expressa autorização” do secretário-geral do partido, José Silvano.

“A contratação de certos fornecedores, com diferendos passados ou em aberto com o partido, pelas diferentes estruturas eleitas do PSD no âmbito da gestão corrente, ou pelas candidaturas eleitorais autárquicas participadas pelo PSD, podem ser condicionadas a autorização prévia do secretário-geral”, lê-se no regulamento financeiro do partido.

Numa altura em que o partido prepara-se para entrar em campanha para as eleição autárquicas, é normal as estruturas locais firmarem mais acordos com empresas. No entanto, o partido avisa de antemão “que não assumirá qualquer responsabilidade pelo pagamento da aquisição de bens ou serviços a estes fornecedores”, sem o aval da direção.

O Expresso realça ainda que o partido tem sido recorrentemente processado e, além das dívidas, tem de pagar avultados juros.

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