Pedro Nunes / Lusa
O ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho
A distância nas intenções de voto entre os partidos do centro aumentou: o PSD continua a cair nas intenções de voto, enquanto o Partido Socialista sobe para os 39%.
No barómetro de julho referente às intenções de voto, realizada pela Aximage para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã, o PSD desceu 1,6 pontos percentuais em relação à última sondagem, recolhendo apenas 30,5% das intenções de voto – o pior resultado do último ano -, quando ainda em março a mesma empresa lhe atribuía 36,1% das intenções de voto.
O PSD vê assim aumentar para 8,5 pontos percentuais a sua distância para o PS, que volta a subir nas intenções de voto.
Se as eleições legislativas fossem agora, o PS atingiria os 39%, a marca mais elevada do último ano. Trata-se de 6,5 pontos acida do nível mais baixo do partido no último ano, registado precisamente no mês das eleições legislativas de outubro de 2015.
Associado ao CDS-PP, com quem concorreu nas últimas eleições, a coligação obteria 35,4% das intenções de voto – menos do que os 36,86% conseguidos nas eleições de 2015.
O CDS-PP, sozinho, subiu ligeiramente nas intenções de voto, passando para 4,9%.
O Bloco de Esquerda mantém a sua projeção estabilizada nos 10,0% (menos 0,2 pontos), enquanto a CDU sobe ligeiramente para os 6,8%.
Os três partidos da esquerda que compõem a “geringonça” atingem, assim, 55,8% – com o PS e o Bloco perto de conseguir a maioria, somando 49%. Nas eleições de 2015, os três partidos obtiveram 50,76% dos votos.
Confiança em Costa
No que toca à confiança para primeiro-ministro, António Costa volta a subir para 56,8% das preferências – o valor mais alto do último ano -, aumentado para 15,2 pontos percentuais a sua vantagem em relação a Passos Coelho, que viu a sua popularidade cair 3,6 pontos para 31,6%.
Em julho, António Costa atingiu 13,7 pontos na avaliação dos líderes partidários e mantém-se o líder com melhor avaliação.
Catarina Martins é a segunda líder com melhor avaliação (11,7 pontos), seguindo-se Assunção Cristas, que tem 10,5 valores – menos 2,6 do que o máximo atingido em abril, logo após ter sido eleita para liderar o CDS-PP.
Pedro Passos Coelho obteve 6,5 pontos, menos 0,2 do que no mês anterior e atrás de Jerónimo de Sousa, que teve 10,3 valores. O único mês que Passos Coelho esteve com valores positivos foi em Janeiro.
A maioria dos inquiridos considera que o Governo está a atuar de acordo com o esperado.
No entanto, 31,5% afirma que a prestação está acima das suas expectativas, enquanto apenas 14,8% afirmam que a prestação do governo está a ser pior que as expectativas que nele depositavam.
ZAP
Caro TND, não culpe o presidente da republica, ele felizmente não teve apoio de NENHUM partido, pelo que está LIVRE que nem um pássaro. A culpa está toda do lado do PPD/PSD, que até hoje não consegui se livrar de um politico a 100%, esto é promete uma coisa e faz o CONTRARIO. Mentiroso compulsivo, quem for exento e analisar os comentários que faz, comparando com o que fez, verá as contradições.