Manuel de Almeida / Lusa
Os dois maiores partidos, PS e PSD, juntaram-se para aprovar a lei que regula a aceitação de ofertas de viagens a titulares de cargos políticos.
A notícia é avançada pelo Correio da Manhã. Segundo o jornal, os dois partidos vão permitir a aprovação na especialidade — com a abstenção do PSD — da possibilidade de entidades públicas e privadas convidarem titulares de cargos políticos e públicos, dentro de certas regras.
No caso dos convites feitos por entidades privadas, a aceitação exige que as mesmas tenham “relevância para o cargo” e que o evento em causa esteja relacionado com titular do cargo ou com o exercício das funções. Esta limitação não se aplica a convites feitos por entidades públicas.
Está ainda prevista a obrigação de registar ofertas acima de 150 euros e quem aceitar os convites fica inibido de participar em qualquer decisão ou procedimento que envolva a entidade que fez a oferta, como esclareceu o grupo parlamentar do PS em comunicado.
A aprovação das novas regras poderá ter consequências no arquivamento do inquérito crime que visa os deputados e ex-governantes que aceitaram os convites da Galp para assistir a jogos do Euro 2016 realizados em França.
Esta é a opinião do jurista Rui Pereira ouvido pelo CM. O ex-ministro da Administração Interna considera que os processos, que levaram à demissão de três secretários de Estado
do Governo PS, podem ser arquivados. Mesmo em caso de condenações, estas podem ficar sem efeito pela aplicação retroativa da lei mais favorável.A proposta deverá passar com os votos favoráveis do PS e PCP e a abstenção do PSD, apesar dos votos contra do Bloco de Esquerda, do CDS e do deputado independente Paulo Trigo Pereira.
O grupo parlamentar socialista argumenta que as alterações propostas “não alteram a lei penal sobre esta matéria e não definem nada de inovador sobre os seus conceitos, nem sobre o que já consta do Código do Governo”. O esclarecimento defende que torna “mais exigente e claro o regime de ofertas e hospitalidade e as consequências do seu incumprimento”.
Em dezembro, o Ministério Público decidiu não levar a julgamento os governantes que aceitaram o convite da petrolífera para assistirem aos jogos de Portugal no Euro 2016. No entanto, o pedido foi recusado pelo Tribunal de Instrução Criminal. Na altura, a magistrada responsável pela decisão foi dura na censura ao comportamento dos visados.
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com estas medidas ainda o governo quer combater a corrupçãp.
porque nao começam eles a dar o exemplo?
se um funcionario publico nao pode receber prendas, porque razao o pessoal do governo pode?
todos sabemos que quando ha prendas é porque quem dá quer qualquer coisa em troca.
assim legalizando, o pessoal do governo pode ser corrupto.
o mesmo se passa com o financiamento dos particulares aos partidos por causa das eleiçoes. para mim também é corrupçao
os partidos que arranjassem dinheiro para concorrerem às eleiçoes, nao precisavam de particulares
é uma pouca vergonha.