A Comissão Política do PS prepara-se para dar mandato ao Grupo Parlamentar socialista para apresentar uma moção de rejeição ao programa de Governo da coligação PSD/CDS, disse esta sexta-feira à agência Lusa uma fonte da direção do partido.
A mesma fonte adiantou que a intervenção do secretário-geral do PS, António Costa, na abertura da reunião da Comissão Política Nacional, mereceu “uma ampla concordância” por parte dos membros deste órgão partidário.
Após a comunicação ao país do Presidente da República, Cavaco Silva, na qual anunciou a indigitação como primeiro-ministro do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, o dirigente socialista João Soares já tinha sinalizado a possibilidade de o PS avançar com uma moção de rejeição, acompanhando nesta iniciativa legislativa o Bloco de Esquerda e o PCP
Soares lamentou que o Presidente tenha indigitado o líder do PSD, numa decisão que faz o país “perder tempo”, porque “inevitavelmente” Passos Coelho vai ser derrubado no parlamento.
“Penso muito sinceramente que esta decisão do Presidente da República faz o país perder tempo, porque, inevitavelmente, aquele que foi indigitado como futuro primeiro-ministro vai cair nesta Assembleia da República, não tenho sobre isso qualquer espécie de dúvidas”, afirmou João Soares aos jornalistas no parlamento, após a comunicação do Presidente.
Cavaco criou ‘crise política inútil’ ao indigitar Passos
O secretário-geral do PS, António Costa, acusou o Presidente da República de criar uma “crise política inútil” ao indigitar Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, pois PSD e CDS-PP não têm “apoio maioritário” no parlamento.
“É incompreensível a nomeação de um primeiro-ministro que antecipadamente o Presidente da República sabe que não dispõe nem tem condições de vir a dispor de apoio maioritário na Assembleia da República”, disse Costa no Largo do Rato.
O secretário-geral do PS falava no final da Comissão Política do partido, que arrancou pouco depois das 21:30 de quinta-feira e terminou perto das 02:00 de hoje, e comentava as palavras de Cavaco Silva ao indigitar o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, para o cargo de primeiro-ministro.
A “grave declaração” do chefe de Estado, diz Costa, leva a uma “crise política inútil” que “adia a entrada em plenas funções de um governo com apoio parlamentar maioritário e que assegure a estabilidade política que o país precisa”.
/Lusa
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