José Sena Goulão / Lusa
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa
O líder socialista poderá estar já a decidir quem quer escolher para formar o Governo que vai substituir o de Passos Coelho, sem nunca esquecer as ideias dos dois partidos com quem vai fazer acordo.
Segundo o jornal Público, António Costa vai convidar personalidades de esquerda que sejam independentes dos partidos, isto é, candidatos que se insiram num universo à esquerda do PS e que sejam próximos do Bloco de Esquerda, do PCP e do PEV.
Ao que tudo indica, o Governo acordado ontem pelo Presidente da República não deverá ter muito tempo de antena, uma vez que, depois da aprovação de uma moção de rejeição ao programa da coligação, existe a possibilidade de Costa ser indigitado como primeiro-ministro.
Assim sendo, o secretário-geral do PS está já a pensar no tipo de Governo que quer construir, sendo quase certo que o Bloco e o PCP ficarão excluídos do mesmo.
No entanto, e para respeitar os ideais dos partidos de esquerda, António Costa quer, de acordo com informações apuradas pelo Público, que as sensibilidades mais à esquerda do PS sejam representadas por independentes.
Enquanto isso, fica a faltar que os três partidos cheguem a um acordo oficial, que deverá ser assinado numa cerimónia pública entre os três líderes.
Para já, a direção do PS não se vê pressionada pelo tempo, até porque os socialistas não querem que as negociações se sobreponham à apresentação, na Assembleia da República, do programa de Governo da coligação Portugal à Frente.
Segundo o mesmo jornal, António Costa não quer que os termos do acordo à esquerda sejam revelados antes de ver o que Passos Coelho e Paulo Portas têm para propor ao país.
Cavaco não está arrependido
Durante a manhã desta quarta-feira, Cavaco Silva, que vai estar presente no X Encontro COTEC Europa, em Roma, disse aos jornalistas que não está arrependido “nem de uma única linha” do que disse sobre a nomeação do Governo, assegurando não ter qualquer interesse pessoal e apenas se guiar pelo superior interesse nacional.
“Aquilo que havia a dizer sobre esse assunto já disse na intervenção que eu produzi que foi muito clara e não estou arrependido nem de uma única linha de tudo aquilo que eu disse”, afirmou o chefe de Estado.
“Como sabem nunca tive nem tenho qualquer interesse pessoal, desde o primeiro dia do meu mandato, até ao último dia do meu mandato guiar-me-ei sempre, sempre, sempre pelo superior interesse nacional“, assegurou.
Questionado sobre o que irá fazer caso o Governo liderado por Passos Coelho seja chumbado no Parlamento, Cavaco Silva escusou-se a responder, argumentando que, em Roma, não vai fazer qualquer comentário sobre a política portuguesa.
O chefe de Estado escusou-se igualmente a falar sobre a composição do executivo que o primeiro-ministro indigitado levou na terça-feira ao Palácio de Belém, dizendo apenas que aceitou os nomes propostos e que na sexta-feira, quando der posse ao novo Governo, fará uma nova intervenção.
O novo Executivo de Passos Coelho toma posse na próxima sexta-feira, dia 30, pelas 12 horas.
ZAP / Lusa
A receita da coligação já todos conhecemos.
É preciso mudar a ementa,e para saber se o prato é bom, é preciso come-lo...
Dos iluminados da direita já Portugal está farto!
Vamos a isso António Costa, p'rá frente é que é o caminho!
... "Para cá do Marão, mandam os que cá estão"... Viva Portugal!