Nuno Fox / Lusa
Uma sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã revela que o Partido Socialista (PS) está a perder gás e a recuar a valores de abril. O Bloco de Esquerda (BE) e o PAN são os únicos partidos que sobem.
De acordo com o Jornal de Negócios, que cita uma sondagem da Intercampus, o PS está a perder gás nas intenções de voto, sendo mesmo o partido que mais desce face a agosto. Se as eleições fossem hoje, o PS reuniria 37,4% das intenções de voto, menos 2,2 pontos percentuais do que em agosto e o valor mais baixo desde abril.
Em maio e junho, o PS esteve num pico dos 40% mas, desde então, a tendência tem sido a descida. Em julho, o partido registou 39% das intenções de voto e, em agosto, 39,6%.
O recuo socialista acontece no mesmo mês em que o Bloco de Esquerda, um dos parceiros de negociação para o Orçamento de Estado para 2021 (OE2021), é o partido que mais sobe, passando de 8,5% para 9,9% de intenções de voto.
A CDU perde um ponto percentual, reunindo 5,1% das intenções de voto. O trabalho de campo da sondagem foi realizado entre os dias 4 e 9 de setembro, podendo refletir o efeito da Festa do Avante, que decorreu nos dias 4, 5 e 6 e que gerou polémica por se realizar em tempo de pandemia.
Juntos, PS, BE e CDU reunim mais de metade das intenções de voto (52,4%), mas perdem força face a agosto – 54,2%.
Catarina Martins, coordenadora do BE, reforçou a sua imagem, subiu de uma nota de 2,8 para 3,1 pontos em 5. Já Jerónimo de Sousa desce de 2,5 para 2,3.
À direita, todos os partidos perderem força: o PSD baixa para 24,3% (tinha 24,8%), o Chega recua para 7,4% (tinha 7,9%), o CDS perde uma décima para 4,3% e a Iniciativa Liberal fica com 2,1% (tinha 2,8%). A direita junta vale 38,1%.
Além do BE, só o PAN sobe nas intenções de voto, reunindo 4,1% de intenções de voto.
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Costa e o PS começam a deslizar na pista. Já dificilmente recuperarão o controle, sobretudo se a pandemia se descontrolar.
Poderá ser o início do fim deste ciclo de geringonça, assumida ou tácita, embora não se vislumbre ainda uma alternativa credível no PSD e nos partidos à direita. Mas, às vezes, surgem momentos de mudança bruscos. Costa dá ideia de estar esgotado.