José Sena Goulão / Wikimedia

Ex-primeiro-ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O programa “Prós e Contras” da RTP1 vai voltar ao canal público nesta segunda-feira e já está a causar polémica. Isto porque o debate desta noite vai girar em torno da justiça, devendo José Sócrates ser o tema central. O PS protesta e pede a demissão do Director de Informação.

O mote para este regresso do “Prós e Contras”, após as férias de Verão, foi dado pela pergunta de Paulo Rangel feita na Universidade de Verão do PSD: “Alguém acredita que se o Partido Socialista estivesse no governo haveria um primeiro ministro sob investigação?“.

A ideia do programa dirigido por Fátima Campos Ferreira, que é irmã de um elemento deste governo, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Luís Campos Ferreira, é discutir se há ou não interferência dos partidos políticos no sistema judicial.

Face à ideia de que a discussão irá ter o caso José Sócrates como tema central, o PS está indignado, particularmente num período de campanha pré-eleitoral.

Várias figuras socialistas se manifestam pedindo a demissão do Director de Informação da RTP, como é o caso de João Galamba, da direcção nacional do PS.

“O director de informação da RTP, Paulo Dentinho, só tem uma alternativa: demitir-se”, considera este elemento citado pelo jornal i

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A RTP é prostituída disfarçando um ataque parcial a uma campanha eleitoral que se quer isenta e o director de informação vai continuar em funções?”, acrescenta por seu turno a deputada socialista Isabel Moreira, citada pelo mesmo diário.

Edite Estrela fala no jornal de uma “piada de mau gosto” e Francisco Seixas da Costa refere que o “Prós e Contras” desta segunda-feira à noite será “um óbvio frete político contra o maior partido da oposição”.

Entretanto, o ex-director de campanha do PS, Ascenso Simões, escreveu ao presidente da RTP e ao Director de Informação do canal a protestar e a reclamar “uma atitude”.

“Se ela não existir, através da reformulação do debate, mais não posso que considerar que a RTP fez uma opção partidária, que nestas eleições optou por atacar o PS, maltratar os seus militantes e provocar os seus votantes”, constata Ascenso Simões na missiva citada pelo jornal.

ZAP