Hugo Delgado / Lusa
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa
Se as eleições legislativas fossem hoje, o PS vencia a coligação com 4,9 pontos de vantagem, mas sem margem para uma maioria absoluta.
Os dados da sondagem da Intercampus para o Público, a TVI e a TSF aponta uma distribuição das intenções de voto com uma vantagem confortável para os socialistas: 37,6% para o PS contra 32,7% para a coligação PSD/CDS, 11% da CDU e o Bloco de Esquerda com 6%.
Os restantes partidos conseguiriam no total 6,7%. Os novos partidos, como o Livre/Tempo de Avançar ou o Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto, chegam a 1% das intenções de voto.
Entre os eleitores, inquiridos entre 26 de junho e 4 de julho, 65,7% prefere uma solução de Governo com maioria absoluta – uma situação que, a não se concretizar, poderia ser remediada com um governo de coligação entre o PS, PSD e CDS (36,4%) ou com um governo de coligação de partidos de esquerda (33,4%).
Com um erro máximo de amostragem considerado pela Intercampus de 3,1%, a sondagem contabilizou 10% de indecisos.
Logo que foram divulgados os resultados das sondagens, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, no seu comentário na TVI, que não se recorda “de haver 33% a defender um governo de esquerda para 36% a defender um bloco central alargado ao CDS”, alertando que “com um resultado destes, Passos saía logo a seguir”.
Marcelo Rebelo de Sousa considerou na altura que o empate técnico entre a coligação de governo e os socialistas era “um aviso sério” ao líder socialista, António Costa, numa “altura crucial”.
Uma outra sondagem realizada há menos de um mês pela Universidade Católica colocava o PSD/CDS à frente do PS nas intenções de voto pela primeira vez, ainda que por um ponto percentual – 38% face a 37%.
Há quatro anos, a última sondagem feita pela Intercampus e editada pelo PÚBLICO, a TVI e a Rádio Comercial, colocava o PSD de Passos Coelho (36,5%), 5,4 pontos percentuais à frente do PS de José Sócrates (31,1%).
ZAP
ESte povo triste não tem emenda mesmo. Corruptos fora do governo