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Rui Rio, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto

O PS considera que o resultado positivo de 23,6 milhões de euros, obtido pela Câmara Municipal do Porto em 2013, mostra que “Rui Rio não foi tão bom gestor como isso, porque podia ter feito mais pela cidade e não fez”.

“É um saldo de gerência extraordinariamente elevado e que, numa primeira análise, não abona muito a favor de quem o deixou”, reforçou o líder do grupo municipal socialista na Assembleia Municipal do Porto, Gustavo Pimenta, em declarações prestadas à agência Lusa.

O eleito fez esse comentário a respeito da proposta da “primeira revisão” ao orçamento camarário deste ano, que os deputados municipais discutem segunda-feira e que tem como única finalidade, que a lei impõe, integrar o saldo de gerência de 23,6 milhões obtido no ano passado.

André Noronha, o líder do grupo independente Porto, O Nosso Partido, pelo qual Rui Moreira foi eleito presidente da Câmara, defendeu que, “se houver um próximo saldo de gerência, uma de duas: ou se abate dívida ou se baixam impostos”.

“Eu gostava que servisse para baixar o IMI e não para alimentar despesa”, especificou André Noronha, deixando assim uma ideia para o futuro.

Sobre aquela proposta, a CDU tem decisão tomada: vai votar contra, em coerência, porque já o tinha feito contra o orçamento. “O orçamento era mau e continua mau”, resumiu o deputado Artur Ribeiro.

O Bloco de Esquerda (BE) tem uma posição similar à da CDU, frisando o deputado José Castro que o que está em causa são “as opções” inscritas no orçamento e essas “mantêm-se”.

ZAP /Lusa