Esta sexta-feira, no Terreiro do Paço, em Lisboa, António Costa exaltou-se com um popular que acusou o primeiro-ministro de ter estado de férias nos incêndios de 2017.

O último dia de campanha do Partido Socialista (PS) foi marcado por um momento de tensão. António Costa estava no Terreiro do Paço, em Lisboa, quando foi abordado por um transeunte que acusou o também primeiro-ministro de estar de férias durante os incêndios em Pedrógão Grande, no verão de 2017.

Segundo o Observador, o incidente aconteceu minutos antes do fim da arruada, já o líder socialista ia em direção ao carro. Num tom já irritado, Costa começou por responder que “no dia 18 estava lá“, virando as costas logo de seguida.

Quando o homem continuou a atirar a mesma acusação, o líder socialista acabou por voltar atrás e, de dedo em riste, acusou-o de estar a mentir. A comitiva acabou por ter de intervir.

Costa não gostou da acusação e respondeu que interrompeu as férias para se deslocar a Pedrógão. “É um provocador mentiroso“, continuou Costa enquanto avançava em direção ao homem, citado pela TSF.

A mesma rádio avança que o secretário-geral do PS teve de ser agarrado pelos membros do corpo de segurança, acabando por ser afastado à força.

De acordo com o Jornal de Negócios, a questão já tinha sido colocada, depois de Rui Rio, líder do PSD, ter criticado António Costa e o ter acusado de não acompanhar a greve dos motoristas por estar de férias.

“O que está em causa neste caso (na greve nos motoristas) era eu entrar ou não num circo mediático durante quatro ou cinco dias. Mas o que esteve em causa quando ele pura e simplesmente não interrompeu as férias foi a morte de mais de 60 pessoas“, disse Rui Rio na altura.

No entanto, o gabinete do primeiro-ministro desmentiu o líder do PSD. “Em 17 de Junho de 2017, o primeiro-ministro não estava de férias e no dia 18 de manhã estava em Pedrógão reunido com os presidentes de Câmara dos concelhos mais atingidos. Os presidentes de Câmara da Sertã ou da Pampilhosa, por exemplo, podem confirmá-lo. Os deputados do PSD/Leiria também estiveram com o primeiro-ministro quando visitou o posto de comando”, indicou numa nota.

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