Georgia Clark foi demitida depois de ter escrito uma publicação no Twitter na qual pedia a Donald Trump a retirada de alunos imigrantes ilegais da escola onde dava aulas.

Em maio, Georgia Clark, uma professora norte-americana, publicou um conjunto de tweets dirigidos a Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, onde dava conta de que a escola onde dava aulas “estava cheia de estudantes ilegais do México”.

“O liceu de Carter-Riverside foi tomado por estes alunos imigrantes ilegais. Há traficantes de droga no campus e não lhes fazem nada”, escreveu a docente.

No início do ano, a professora tinha publicado, na mesma rede social, publicações nas quais lamentava não saber o que fazer face à situação. “Se puder fazer alguma coisa para remover os ilegais de Fort Worth ficaria muito agradecida.”

Nas mensagens, Clark acrescentou ainda que precisava de garantias de que a sua identidade iria permanecer preservada. Além disso, escreveu que “o Texas não vai proteger pessoas que não fazem denúncias. Os mexicanos recusam-se a honrar a nossa bandeira”.

A conta de Twitter foi, entretanto, removida. Segundo a BBC

, a professora admitiu não saber que as mensagens eram públicas, tendo pensado estar a mandar mensagens privadas e diretas a Donald Trump, Presidente conhecido pelas suas posições controversas relativas à imigração.

Na passada terça-feira, o conselho escolar de Fort Worth, no estado norte-americano do Texas, votou por unanimidade a demissão de Clark. Para já, a docente está suspensa durante 15 dias sem vencimento e terá direito a contestar a decisão durante este período de tempo.

No Facebook, foi criado um grupo de apoio à docente, intitulado Fort Worth Republican Women (Mulheres Republicanas de Fort Worth). Os defensores que estão do lado do Clark apontam o dedo aos funcionários da escola que, segundo eles, estão a violar o direito constitucional de liberdade de expressão.

“Aconteceria a mesma coisa a um professor que apoiasse a imigração ilegal?”, questionaram.

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